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Jornal do Comércio

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Opinião

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Artigo

- Publicada em 20h05min, 06/01/2021.

O que esperar de 2021?

João Carlos Marchesan
Em 2021, temos que ter a clara noção de que o aumento da desigualdade social e da violência, gerados pela pandemia, a polarização da sociedade, o alto desemprego e o crescente desalento de nossa juventude não podem ser enfrentados sem a retomada do crescimento sustentado, essencial inclusive para o equilíbrio das contas públicas.
Em 2021, temos que ter a clara noção de que o aumento da desigualdade social e da violência, gerados pela pandemia, a polarização da sociedade, o alto desemprego e o crescente desalento de nossa juventude não podem ser enfrentados sem a retomada do crescimento sustentado, essencial inclusive para o equilíbrio das contas públicas.
Felizmente, de acordo com os números do nosso setor, chegamos ao final de 2020 com expectativas bastante otimistas, uma vez que em outubro, o resultado da pesquisa dos indicadores conjunturais da indústria de máquinas e equipamentos novamente registrou alta importante na receita líquida mensal.
A receita líquida do setor somou R$ 14,6 bilhões, o que registra um crescimento de 16% em relação ao mesmo mês do ano passado. Podemos considerar que esta foi a alta mais significativa em 2020. Com o quarto avanço consecutivo da receita, o setor passou a acumular resultado positivo na somatória do ano.
Entre janeiro e outubro, a receita líquida avançou 0,7%. Este quadro estável do faturamento de máquinas conta com o bom desempenho do mercado interno e da queda menos acentuada das exportações. Em outubro, a receita doméstica cresceu 16,9% na comparação com o mesmo período do ano anterior. Na somatória entre janeiro e outubro, as vendas internas avançaram 5,1%.
Podemos então deixar aqui nesse final de ano uma expectativa positiva em relação ao ano que virá. Se contarmos ainda que o governo tome medidas urgentes no sentido de se organizar de forma a permitir o crescimento sustentado da economia de modo que a reversão da desindustrialização garanta emprego e renda para o cidadão, teremos um 2021 promissor. Para isso são necessárias ações que garantam a isonomia competitiva do setor produtivo, proporcionando ampliação de sua participação no mercado doméstico e internacional.
Para tanto, em 2021 devemos continuar articulando com o governo e lutando pela criação de uma política industrial condizente com a indústria brasileira de bens de capital mecânicos, que é o setor responsável pela difusão tecnológica em toda a cadeia produtiva, e que tem papel preponderante no aumento da produtividade nos setores agrícolas, de serviço e industrial. Continuaremos insistindo nas reformas, tributária, administrativa e política. Especialmente a tributária, já que precisamos com urgência de uma reforma que garanta ao sistema tributário nacional a simplificação, justiça e transparência desejada por todos os contribuintes. Os benefícios desta ação são muitos, mas destacamos a expressiva melhora do ambiente de negócios do país em razão da redução dos custos relacionados à administração dos tributos e dos litígios, aumento da segurança jurídica, ampliação da taxa de investimento por conta da redução do custo que ocorrerá nas máquinas e equipamentos ao eliminar a cumulatividade do sistema e garantir o crédito imediato.
Todos fatores que permitirão aumento da produtividade, ganho de competitividade da produção nacional, expansão dos investimentos, redução do índice de desemprego e aumento da renda do País.
Somos um setor expressivo dentro do contexto político e econômico do País. Nossos produtos estão presentes em praticamente todos os setores da economia e, portanto, tem um efeito multiplicador muito importante para o Brasil. Apesar de todos os percalços, em 2020 a Abimaq não parou. Esteve presente e atuante em todas as frentes possíveis. E não vamos parar em 2021.
Presidente do Conselho de Administração da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas (Abimaq)
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