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Porto Alegre, quarta-feira, 09 de dezembro de 2020.

Jornal do Comércio

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Opinião

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- Publicada em 16h48min, 09/12/2020.

Liberdade de opinião

Antônio Carlos Côrtes
Meados dos anos 80. Jovem radialista apresentava programa de boa audiência na parte da noite. A emissora pertencia a um grupo de comunicação que também possuía jornal com mais de 50 anos de existência. O comunicador, ao início da audição, costumava ler o editorial do jornal ou apresentava o seu próprio, com assuntos do momento. Os aumentos abusivos das passagens do transporte coletivo o irritavam, pois não eram transparentes os cálculos tarifários. Resolveu por uma semana bater forte no assunto.
Meados dos anos 80. Jovem radialista apresentava programa de boa audiência na parte da noite. A emissora pertencia a um grupo de comunicação que também possuía jornal com mais de 50 anos de existência. O comunicador, ao início da audição, costumava ler o editorial do jornal ou apresentava o seu próprio, com assuntos do momento. Os aumentos abusivos das passagens do transporte coletivo o irritavam, pois não eram transparentes os cálculos tarifários. Resolveu por uma semana bater forte no assunto.
Entidades de classes dos transportadores resolveram colocar, no horário do programa, mensagem comercial. Isto não intimidou o profissional. Seu editorial naquele dia durou quase 5 minutos e foi o mais contundente de todos. Concluiu dizendo: "Esta é uma Rádio comercial. Qualquer pessoa pode vir aqui e anunciar o que bem querer, desde que o produto seja lícito. Compram o espaço, mas não a minha opinião que continua a mesma".
Entendia que o papel jornalístico da liberdade de opinião não se confundia com o Departamento Comercial da rádio. O radialista, não foi demitido ou sequer advertido pela empresa. Continuou por muitos anos no seu ofício, até aumentando a audiência. A rádio era a Princesa, o jornal era este que você lê agora, e o comunicador é quem assina este artigo. Ponto.
Advogado, escritor e psicanalista
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