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Opinião

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- Publicada em 15h22min, 08/12/2020.

Os novos gaúchos

Luís Fernando Saraiva
“A cultura come a inovação no café da manhã!”. Essa frase me foi dita por uma personalidade brasileira da área de inovação e ficou na minha cabeça como a explicação mais objetiva que já ouvi sobre o papel que desempenha a cultura em qualquer grupo, organização ou comunidade. Traduzindo em mais palavras: pode-se modelar um projeto de transformação, treinar profissionais, adquirir ferramentas, mas, se a transformação cultural não for a base de sustentação do projeto, ele fracassará.
“A cultura come a inovação no café da manhã!”. Essa frase me foi dita por uma personalidade brasileira da área de inovação e ficou na minha cabeça como a explicação mais objetiva que já ouvi sobre o papel que desempenha a cultura em qualquer grupo, organização ou comunidade. Traduzindo em mais palavras: pode-se modelar um projeto de transformação, treinar profissionais, adquirir ferramentas, mas, se a transformação cultural não for a base de sustentação do projeto, ele fracassará.
Nosso Estado tem implementado ações para se reposicionar no cenário nacional como um estado forte, tanto na esfera econômica como social. Criamos ecossistemas plurais, disponibilizamos fontes de financiamento, renegociamos dívidas. Ações fundamentais para que um novo RS possa emergir em um futuro de médio e longo prazo. Não observo, no entanto, ações de transformação cultural para que todo o esforço envidado se torne um novo padrão de fato. Precisamos “nos” transformar, abandonar, sem jamais esquecer de nosso DNA que nos forjou, as mazelas culturais que conhecemos. Precisamos de uma cultura renovada, precisamos ser “novos gaúchos”.
Esse termo surgiu em uma conversa com amigos, quando debatíamos porque Santa Catarina ultrapassou o Rio Grande do Sul no PIB per capita. Entre fatores econômicos, políticos e geográficos, nos chamou a atenção a forma como os catarinenses passaram a fazer negócios: rápidos, noção coletiva, visão nacional e global e grande participação de pequenas empresas. O resultado: o estado com o menor desequilíbrio social do País. Em menos de 20 anos uma nova cultura foi construída, sinalizando que o processo de crescimento catarinense vai continuar. Nossa indagação foi: onde devemos mudar?
O novo gaúcho é altruísta, entende que o sucesso do outro ajuda a todos; tem senso de coletividade; busca fazer sua parte, ao invés de apontar o dedo para encontrar causas externas para insucessos; é orientado para a ação, sem receio de perda do status quo; trabalha com os pequenos negócios, não para servir, mas para fomentar o crescimento de empresas.
A boa notícia é que já existem alguns novos gaúchos doando seu tempo para apoiar o crescimento alheio, reconhecendo o sucesso local como fonte de inspiração e compreendendo que podemos ser (muito) melhor juntos.
CEO do Sqed, plataforma de comunicação e conexão
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