Corrigir texto

Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.

Porto Alegre, segunda-feira, 07 de dezembro de 2020.

Jornal do Comércio

Porto Alegre,
segunda-feira, 07 de dezembro de 2020.

Opinião

Compartilhar

artigo

- Publicada em 15h24min, 07/12/2020. Atualizada em 18h06min, 07/12/2020.

Vivendo o restringir da liberdade

Maria Cecília Medeiros de Farias Kother
Focando no isolamento que a pandemia nos impôs, veremos que, nas nossas reflexões, sobraram muitos ensinamentos. Em termos de relacionamentos, sua importância vai além de outros aspectos dessa vivência mais intensa que nos faz ver, sentir e aprender.
Focando no isolamento que a pandemia nos impôs, veremos que, nas nossas reflexões, sobraram muitos ensinamentos. Em termos de relacionamentos, sua importância vai além de outros aspectos dessa vivência mais intensa que nos faz ver, sentir e aprender.
Sem dúvida, essa realidade normal dos membros de uma família, ou seja, o conviver diário aconteceu, se impôs e, por isso mesmo, demonstrou que, por um lado, vários caminhos aos quais tanto pais quanto filhos estavam acostumados eram adequados para um mundo moderno, mas, por outro lado, enfraquecedor dos laços de amor, de respeito e de atitudes que nela se exercitam e que estavam enfraquecidos ou totalmente esquecidos.
Na análise das reflexões que fiz, os ensinamentos, na minha lógica, que permaneceram como essenciais foram sobre: a liberdade e o convívio familiar. Talvez isso resulte de entendermos que só quando perdemos algo importante valorizamos a perda.
Neste artigo vou focar exclusivamente o primeiro, a liberdade. Até a pandemia, vivíamos todos convictos de nossa liberdade, de sermos donos dela e de praticá-la, muitas vezes, ultrapassando os limites do bom senso e do respeito e pouca atenção dando para isso.
Nesse fluxo, a liberdade era tomada por nós como passaporte livre, e a praticávamos de forma solta, sem pensar e ponderar quanto ela é importante e contribui para a nossa felicidade e saúde, tanto física quanto mental. Então, de repente, passamos a viver encarcerados nos limites de nossas casas, sem a liberdade de ir e vir e não mais orientados apenas por nossa vontade.
Essa liberdade foi perdida, mas também foi além do sair de casa, passou para a locomoção em nossas cidades e atingiu as viagens não só dentro do nosso País, pois fecharam as fronteiras entre países e os meios de transporte pararam.
Esta experiência de não estarmos livres, com a ironia de sermos e nos sentirmos livres, estabeleceu-se nos parâmetros da obrigação de termos de aceitar e assim viver, pois o medo da perda da vida e de outros resultados prevaleceu, e assim a nossa liberdade ficou estagnada e restringida.
O que aconteceu? De fato, vivemos a maior e mais difícil experiência de ficarmos sem a liberdade à qual estávamos acostumados. Isso nos permitiu comparar e entender que o direito à liberdade é muito mais necessário e importante do que se possa imaginar, o que nos fez pensar: será que gostaríamos de viver sempre e totalmente sem liberdade?
Nessas circunstâncias atuais, o mundo também vem sendo ameaçado, além da pandemia, pelas ideias e propagandas políticas que têm em suas bases filosóficas a supressão da liberdade individual. Talvez essa nossa pequena experiência de ausência de liberdade vivida na pandemia nos sirva para pensarmos profundamente sobre a experiência e os efeitos de viver sem liberdade.
Diretora do Instituto MC de Educação Social
Comentários CORRIGIR TEXTO