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Porto Alegre, sexta-feira, 13 de novembro de 2020.

Jornal do Comércio

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Opinião

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- Publicada em 03h00min, 13/11/2020.

O poder do voto

Deoclécio Galimberti
Voto, do latim "votum", significa promessa, desejo. No sentido político, veio do inglês "vote", com expressões correlatas como voto de confiança, voto de censura etc.
Voto, do latim "votum", significa promessa, desejo. No sentido político, veio do inglês "vote", com expressões correlatas como voto de confiança, voto de censura etc.
Mas o voto, nos Estados Democráticos de Direito, é uma arma da liberdade e da segurança do cidadão.
Na lição deixada por Ruy Barbosa, "todo aquele que defende o seu direito de votar, defende a sua consciência, defende a sua religião, defende a sua casa, defende os seus bens, defende a honra sua e dos seus, defende a própria vida" (Mangabeira, João. "Ruy, O Estadista da República". 3. ed., p. 319).
Entretanto, dependendo das circunstâncias em que é exercido - por que, como e para quê? -, o voto pode se transformar em um malefício para o povo e para a democracia, como ocorre em determinados países. Igualmente, nos casos de coalizão partidária e apoio de adversários, que culminam em corrupção.
Por isso, são oportunas, convenientes e atualizadas as observações deixadas pelo general Olympio Mourão Filho (1900/1972): "Ponha-se na presidência qualquer medíocre, louco ou semianalfabeto e vinte e quatro horas depois, a horda de aduladores estará à sua volta, brandindo o elogio como arma, convencendo-o de que é um gênio político e um grande homem, e que tudo o que faz está certo. Em pouco tempo transforma-se um ignorante em um sábio, um louco em um gênio equilibrado, um primário em um estadista. E um homem nessa posição, empunhando as rédeas de um poder praticamente sem limites, embriagado pela bajulação, transforma-se num monstro perigoso" (in "Memórias: a verdade de um revolucionário". Porto Alegre, L&PM, 1978. p. 16).
Portanto, o voto ainda é a melhor arma de que dispõe o cidadão para prevenir qualquer catástrofe no percurso da democracia.
Muito pior é sem ele, motivo por que compete a nós, eleitores, exercê-lo com consciência e responsabilidade, para depois não nos arrependermos.
Destarte, é nosso dever muito bem analisar cada candidato, antes de escolher em quem votar.
Advogado jubilado, professor de Direito
 
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