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Porto Alegre, terça-feira, 10 de novembro de 2020.

Jornal do Comércio

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Opinião

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- Publicada em 03h00min, 10/11/2020.

Eleições e seus dilemas

Luiz Paulo R. Germano
As eleições, para que sejam democráticas, assim como estabelece a Constituição Federal, não apenas pressupõem o voto livre, universal e secreto.
As eleições, para que sejam democráticas, assim como estabelece a Constituição Federal, não apenas pressupõem o voto livre, universal e secreto.
Para além da efetiva escolha e sufrágio dos candidatos, há um processo que inicia antes de 15 de novembro próximo, domingo, só finalizando, muitas vezes, nos anos posteriores aos que sucedem a data em que os eleitores vão às urnas.
Como processo, as eleições devem observar uma série de regras predispostas, contando com a estrita fiscalização da Justiça Eleitoral e dos demais atores da democracia, dentre os quais se destacam os cidadãos.
Não há eleições limpas sem pluralidade, respeito à diversidade, ao discurso plural e ao debate de ideias. Tais pressupostos são elementos básicos à realização de todo o processo, a partir do qual, livremente, deverão ser escolhidos os eleitos do povo.
Nos tempos de hoje, não há mais espaço para o abuso do poder econômico, a propagação do discurso do ódio e às agressões mesquinhas.
A transparência do processo eleitoral deve proporcionar uma ampla discussão dos projetos e propostas apresentados pelos candidatos, assim como deve ser respeitada a liberdade de crítica, o que não coincide com ofensas ou subterfúgios ilícitos à obtenção de vantagem.
No ano em que o mundo emergiu por conta do coronavírus, candidatos e eleitores transportaram-se às redes sociais, importante ambiente de interação e difusão de ideias, porém ainda perigoso, em virtude da proliferação de fake news, perseguições odiosas e desinformação.
O compromisso do cidadão, nestes tempos, deve ser o de valorizar a sua consciência, buscando diferenciar a verdade da mentira; o certo do errado; a crítica do ódio.
Compreender a proposta dos candidatos, sem ignorar o passado e o presente de todos, deve nortear o voto de cada um.
O ódio e o desprezo não podem justificar a escolha de ninguém.
Para além das propagandas políticas, a conscientização de cada eleitor passa pela escolha do que cada um quer, pensando na sua cidade e nas pessoas que, como ele, aspiram um futuro melhor.
Advogado
 
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