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Porto Alegre, quarta-feira, 14 de outubro de 2020.

Jornal do Comércio

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Opinião

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- Publicada em 15h21min, 14/10/2020.

Meias verdades

Matheus H. de Oliveira
Há quem diga que não se pode comparar um Estado a uma empresa. E é verdade. Quando falta dinheiro na empresa, ela fecha, e o empresário passa o resto da vida quitando suas contas. Quando falta num Estado, ele aumenta tributos, e nesse caso é o povo que passa o resto da vida pagando.
Há quem diga que não se pode comparar um Estado a uma empresa. E é verdade. Quando falta dinheiro na empresa, ela fecha, e o empresário passa o resto da vida quitando suas contas. Quando falta num Estado, ele aumenta tributos, e nesse caso é o povo que passa o resto da vida pagando.
O governo do Estado vem apresentando uma série de reformas com o intuito de equilibrar as contas. Reformas administrativa e previdenciária já foram aprovadas. Agora entra na pauta a polêmica reforma tributária. Numa tentativa de ludibriar a população, proclama-se que haverá redução de arrecadação no próximo ano, mas não se esclarece que ela será maior do que se fosse suspensa a majoração do ICMS atual.
Quando funcionários recebem salários parcelados, é preciso tomar atitudes rápidas. De preferência antes que isso aconteça. É preciso desmobilizar ativos. Acelerar as vendas do que já foi permitido, e discutir sobre o que falta. Parece-nos evidente que falta dinheiro, mas por que enviar a conta para a população, em vez de enfrentar problemas mais desafiadores, mas de resultados claramente mais vantajosos?
Não é só no IPVA e IPTU que pagamos imposto, mas também em todas as compras diárias que fazemos, do leite ao remédio. E se fosse dada a opção para a população entre pagar menos impostos e ser dona de um banco, qual seria a resposta? Será que o povo gaúcho concorda que o professor e o policial recebam atrasado, enquanto seus deputados e juízes recebem em dia, tendo até vultosa soma de recursos sobrando em caixa?
Enquanto o governo se esforça para aumentar a arrecadação, esquece-se de simplificar o sistema econômico. Somos hostis com novas empresas, sejam elas a Ford ou o Mercado Livre. Nossa atratividade é cada vez menor. Quem gera emprego, renda e arrecadação é a atividade econômica. Na ânsia de regular os mercados, os governos criam um emaranhado de regras, complicações e inseguranças que flagelam o sistema produtivo. Algumas antigas empresas gaúchas permanecem no Estado por amor à camisa, porque outras tantas já se foram. Se não agirmos rápido, corremos risco de entrar num caminho sem fim de decadência financeira e talvez não sobre ninguém para tributar.
É preciso falar a verdade, explicar quais são as escolhas e deixar a população decidir. Qual o tamanho do Estado que estamos dispostos a pagar? O Estado que estamos pagando está nos proporcionando serviços de qualidade? Por que jogar a conta no povo se é possível resolver isso dentro do governo? Chega de mais impostos!
Economista, empresário e associado do Instituto de Estudos Empresariais
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