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Opinião

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- Publicada em 03h00min, 07/10/2020.

Agenda 2030 - Métricas Comuns e Relatórios

Estela Kurth
Estamos na última década para atingir a Agenda 2030 e o engajamento pontual ganhou uma massiva adesão a partir da pandemia. Um dos efeitos do surto da Covid-19 foi expor brutalmente a interdependência do mundo globalizado, contudo também pode comprometer o alcance do progresso em relação ao Acordo de Paris e os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).
Estamos na última década para atingir a Agenda 2030 e o engajamento pontual ganhou uma massiva adesão a partir da pandemia. Um dos efeitos do surto da Covid-19 foi expor brutalmente a interdependência do mundo globalizado, contudo também pode comprometer o alcance do progresso em relação ao Acordo de Paris e os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).
Os 17 ODS evidenciam a interrelação entre economia, meio ambiente e aspectos sociais e, confirmam que esses são fatores materiais relevantes, também, para criação de valor empresarial de longo prazo.
É neste contexto que o Fórum Econômico Mundial (WEF) lançou durante a Cúpula do Impacto do Desenvolvimento Sustentável (SDI2020 na sigla em inglês), em setembro, um relatório que identifica métricas de sustentabilidade. O documento intitulado "Rumo a Métricas Comuns e Relatórios Consistentes de Criação de Valor Sustentável" é baseado em quatro pilares - governança corporativa, planeta, pessoas e prosperidade. Juntos, oferecem suporte objetivo para empresas gerarem valor sustentável, com a premissa da visão integrada e interdependência do desempenho entre todos os pilares.
A inclusão da "prosperidade" como o quarto pilar, indo além do tradicional ESG (sigla e inglês para Ambiental, Social e Governança), é justificada pela crença sobre a importância de sociedades prósperas e o papel das empresas no fomento do crescimento econômico, inovação e riqueza compartilhada.
As métricas têm origem nos cinco principais padrões: CDP, o Climate Disclosure Standards Board (CDSB), a Global Reporting Initiative (GRI), o International Integrated Reporting Council (IIRC) e a Sustainability Accounting Standards Board (SASB). Das 21 métricas sugeridas, 17 foram extraídas ou baseadas na Norma GRI.
O setor empresarial tem avançado em relação aos riscos financeiros relacionados ao clima, mas os quatro pilares sinalizam que é preciso ir além. O primeiro passo é o mapeamento dos impactos socioambientais para identificar riscos e oportunidades, estabelecer metas e assumir compromissos, individuais e coletivos O WEF já havia indicado os ODS como roteiro para o alinhamento estratégico das empresas e reconhece que são necessárias medidas ousadas e transformadoras para mudar o mundo por um caminho sustentável e resiliente.
Consultora em divulgações ESG e ODS
 
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