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Opinião

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- Publicada em 17h04min, 05/10/2020.

Brasil está se transformando na Venezuela

Eduardo Jablonski
Tanto que o presidente criticou a Venezuela. E não é que o Brasil está se transformando numa! Segundo os venezuelanos que chegaram faz alguns meses ao Rio Grande do Sul, os preços dos alimentos naquele país subiram assustadoramente e alcançaram valores alarmantes. Conforme uma ex-professora universitária venezuelana, hoje babá no Brasil, um salário-mínimo naquele país hoje compra poucos litros de leite. E só.
Tanto que o presidente criticou a Venezuela. E não é que o Brasil está se transformando numa! Segundo os venezuelanos que chegaram faz alguns meses ao Rio Grande do Sul, os preços dos alimentos naquele país subiram assustadoramente e alcançaram valores alarmantes. Conforme uma ex-professora universitária venezuelana, hoje babá no Brasil, um salário-mínimo naquele país hoje compra poucos litros de leite. E só.
No Brasil, está acontecendo a mesma coisa. Ainda não se atingiu esse patamar, todavia o País caminha firme nessa direção. Há poucos meses, uma maçã custava 50 centavos, se tanto. Hoje uma menina comprou, num supermercado do Interior, uma maçã verde por R$ 5. O preço da gasolina era caro a R$ 2,50. E hoje custa R$ 5 ou um pouco menos na maioria dos postos. E olha o preço do óleo, do arroz, do leite condensado, do alho, do pimentão. Cinco quilos de arroz custam cerca de R$ 30 reais. O alho gira em torno de R$ 20 reais, isso que estava em promoção numa feira de uma cidade do interior.
Em pouco tempo, um pai de família brasileira não terá mais condições de sustentar seus filhos. Um litro de leite está quase R$ 4 reais. É óbvio que dá para encontrar preços maiores e menores. E olha a energia elétrica. Há famílias que pagam R$ 500 reais por mês, todos os meses. Aí um cidadão dirá: “Claro, ar-condicionado, chuveiro elétrico, estufa”. Mas as pessoas não têm direito de trabalhar e usufruir de conforto nas suas residências? Até porque nem podem sair delas.
Mais de 13 milhões estão sem ocupação. Todas as famílias dispõem de parentes e amigos sem lugar no mercado de trabalho. E de quem é a culpa? Do coronavírus? Por causa da pandemia, o mercado parou, muitas pessoas foram demitidas, e agora as empresas, para recuperar o lucro, estão pressionando violentamente quem ainda dispõe de um pouco de dinheiro? Será que é isso?
Então as empresas, que visam única e exclusivamente ao lucro (de acordo com um professor de Administração de uma pós-graduação ministrada em Porto Alegre), tiram o problema das suas costas e o repassam à população, que já está ficando desesperada? Quando o Brasil mudará suas cores de verde e amarelo para amarelo, azul e vermelho?
Professor e escritor
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