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Porto Alegre, quinta-feira, 24 de setembro de 2020.

Jornal do Comércio

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Opinião

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- Publicada em 14h15min, 24/09/2020.

Estimulando aceleração digital na América Latina

Roberta Isfer
A pandemia da Covid-19 afetou a vida das pessoas de uma forma inédita e mudou a maneira como elas vivem, trabalham, interagem e compram, aumentando a demanda por produtos e serviços que se adaptam às novas necessidades. Com a implantação progressiva do lockdown na região da América Latina e Caribe a partir de março de 2020, temos visto uma aceleração sem precedentes na adoção e no uso de pagamentos digitais e comércio eletrônico.
A pandemia da Covid-19 afetou a vida das pessoas de uma forma inédita e mudou a maneira como elas vivem, trabalham, interagem e compram, aumentando a demanda por produtos e serviços que se adaptam às novas necessidades. Com a implantação progressiva do lockdown na região da América Latina e Caribe a partir de março de 2020, temos visto uma aceleração sem precedentes na adoção e no uso de pagamentos digitais e comércio eletrônico.
Mais e mais pessoas têm usado métodos de pagamento e plataformas de comércio digital para evitar o contato físico. E vemos isso de forma muito clara. Na segunda onda da pesquisa* qualitativa que fizemos sobre o sentimento do consumidor durante a pandemia na América Latina, observamos três tendências principais que estão estimulando a aceleração digital em nossa região.
O dinheiro está escasso, e a prioridade são as pessoas. Metade dos consumidores tiveram suas finanças prejudicadas pela pandemia. Assim, as pessoas reconhecem a importância de poupar e se preparar para tempos de dificuldade. A pandemia está fazendo com que elas repensem o valor das coisas e percebam a importância da saúde, das experiências e dos relacionamentos. A tendência se reflete na forma como estão gastando seu dinheiro: equipamentos de proteção (58%), serviços de streaming (55%), produtos de limpeza doméstica (49%), produtos de higiene/beleza/cuidados pessoais (41%) e produtos de supermercado (37%).
Observamos também o “efeito papel higiênico” na categoria de supermercados, por ser a categoria de despesas que teve a maior queda (-21%) em julho em relação a abril, segundo dados da pesquisa. A busca por formas alternativas para substituir o dinheiro.
As medidas de higiene e distanciamento social estabelecidas durante a pandemia levaram a uma aceleração na adoção de soluções que eliminam o uso de dinheiro de papel. Setenta por cento dos consumidores afirmam estar usando menos dinheiro do que antes, dando preferência a cartões de débito, crédito, transferências eletrônicas ou de pessoa a pessoa (P2P). Além disso, 54% dos entrevistados afirmam que usaram mais seus cartões durante a pandemia e que planejam continuar com a mesma frequência no futuro.
Em resposta, temos trabalhado com vários parceiros estratégicos para acelerar a implementação de soluções de pagamento por aproximação. Com os consumidores optando por usar cartões e abandonando o dinheiro, mais do que nunca, a expectativa é que haja uma ampliação nesta adoção. E o comércio, além da indústria, precisa seguir essa tendência.
Com um número maior de pessoas comprando online pela primeira vez em nossa região nos últimos meses, notamos que a pandemia desencadeou uma onda de novas formas de adquirir produtos e serviços pelas redes sociais, de acordo com a visão de oitenta e dois por cento dos consumidores. Além disso, mais de 80% afirmam que gostariam de usar o WhatsApp como alternativa de pagamento.
Com tudo isso, para resumir de forma simples, sabemos que os latino-americanos costumam ser muito otimistas, mas temem o impacto que esta crise pode ter em suas vidas no futuro. As pessoas estão ansiosas para retomar sua rotina, mas também temem o vírus e a forma como ele afetará a economia de seus mercados e o futuro financeiro.
Eles esperam que as marcas respondam de forma rápida e responsável às necessidades do mercado. Diante desse cenário em rápida transformação, surge a necessidade de repensar a estratégia de seu negócio e adequá-la ao novo comportamento do consumidor. E o uso do meio digital como solução para esse momento me parece primordial.
Diretora de Inovação da Visa América Latina e Caribe
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