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Jornal do Comércio

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Opinião

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- Publicada em 03h00min, 16/09/2020.

As lições da pandemia

João Custódio
Qualquer empresa que queira preservar sua reputação precisa ser transparente e estar em conformidade com as regras de boas práticas. Em inglês, "comply" significa agir em sintonia com regras ou padrões estabelecidos, seja pelo mercado, governo ou pessoas. No entanto, não basta apenas estar em compliance com as obrigações fiscais, trabalhistas ou de respeito ao meio ambiente. Há um enorme composto de iniciativas e atitudes que envolvem normas, controles e diretrizes aplicadas às mais distintas áreas, como fiscal, trabalhista, financeira, contábil, jurídica, ambiental, previdenciária e também ética. Tudo para que a empresa agregue valor a todos os agentes (stakeholders) envolvidos na cadeia do negócio, sejam eles clientes, fornecedores, acionistas, funcionários ou governos.
Qualquer empresa que queira preservar sua reputação precisa ser transparente e estar em conformidade com as regras de boas práticas. Em inglês, "comply" significa agir em sintonia com regras ou padrões estabelecidos, seja pelo mercado, governo ou pessoas. No entanto, não basta apenas estar em compliance com as obrigações fiscais, trabalhistas ou de respeito ao meio ambiente. Há um enorme composto de iniciativas e atitudes que envolvem normas, controles e diretrizes aplicadas às mais distintas áreas, como fiscal, trabalhista, financeira, contábil, jurídica, ambiental, previdenciária e também ética. Tudo para que a empresa agregue valor a todos os agentes (stakeholders) envolvidos na cadeia do negócio, sejam eles clientes, fornecedores, acionistas, funcionários ou governos.
A forma como a empresa se apresenta também tem que estar alinhada à sua real atuação e em total sintonia entre teoria e prática. A própria pandemia da Covid-19 está deixando lições corriqueiras em nossas casas e empresas. Com as faces negativas expostas e acumuladas pela rotina, agora, com tempo para melhor entender os processos, estamos descobrindo, no fundo das gavetas até então aparentemente arrumadas, que é possível potencializar o uso dos recursos materiais ou financeiros disponíveis em casa ou no trabalho.
Consciente ou inconscientemente, estamos criando sistemas organizacionais e pessoais para uma melhor utilização daquele bem, patrimônio ou capital. Parece simplório, mas é apenas simples mesmo. É isto que está acontecendo na vida real das famílias e empresas privadas. Esse aprendizado em relação aos recursos que realmente temos disponíveis, do que realmente temos e somos, passa mais verdade para o mercado e sociedade e, portanto, mais transparência. Os governos só não percebem isto se não quiserem. Cada qual em sua esfera de poder, os gestores públicos podem e precisam tomar atitudes.
Convém lembrar que este tipo de consciência não se aplica apenas a empresas com ações negociadas em bolsas de valores ou que exportam para diversos continentes. Transparência é um comportamento exigido de pequenos, médios e grandes empreendimentos pelos órgãos de regulação e, mais importante, pelo cidadão que também atende pelo nome de consumidor, razão disto tudo.
Previna, ao invés de seguir o velho hábito de remediar. Escolha jogar dentro das regras para garantir transparência e um desenvolvimento de longo prazo fortalecendo a reputação de sua marca.
Diretor executivo da Fortus Group
 
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