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Porto Alegre, terça-feira, 01 de setembro de 2020.

Jornal do Comércio

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Opinião

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- Publicada em 03h00min, 01/09/2020.

Não era só fluxo de caixa!

José Paulo Cairoli
Meu pai sempre dizia que a pior verdade é melhor que uma mentira. Parece que alguém também acaba de dizer isso ao governador Eduardo Leite (PSDB). Enfim, nos últimos dias, ele deixou de tentar emplacar a narrativa de que a reforma tributária gaúcha era um esforço de modernidade e assumiu que é um projeto para manter a arrecadação no patamar atual. A defesa ficou mais bonita - mesmo que a proposta continue ruim.
Meu pai sempre dizia que a pior verdade é melhor que uma mentira. Parece que alguém também acaba de dizer isso ao governador Eduardo Leite (PSDB). Enfim, nos últimos dias, ele deixou de tentar emplacar a narrativa de que a reforma tributária gaúcha era um esforço de modernidade e assumiu que é um projeto para manter a arrecadação no patamar atual. A defesa ficou mais bonita - mesmo que a proposta continue ruim.
Em movimento recente de aproximação com a imprensa, o governador redobrou a aposta no caos. Disse que, se a reforma simplesmente for rejeitada, ele enviará na sequência um novo projeto para prorrogar as alíquotas atuais de ICMS. Isentou-se da responsabilidade pelo que virá no futuro e jogou a responsabilidade toda no colo do Parlamento.
Porém, o governador continua esquecendo de tudo o que disse para vencer a eleição. Parece não lembrar da teoria de que a situação do Rio Grande do Sul se resolveria com um simples ajuste no fluxo de caixa. Esquece da promessa de reformas profundas no Estado em até dois anos, para que depois pudesse reduzir impostos. A verdade é que, na campanha, para vencer a eleição, o governador adotou um discurso macio, recheado com promessas vazias. Agora, quando os fatos cobram a conta, ele empurra a responsabilidade para o Parlamento e pede ao cidadão que pague a fatura.
Quem ainda não deu as caras foi a tal profunda reforma. A CEEE, a Sulgás e a CRM ainda não foram privatizadas. Da extinção de estatais e fundações, quase não se fala mais. O Regime de Recuperação Fiscal ainda não foi assinado. As concessões de estradas não decolaram. O número de secretarias aumentou, embora a qualidade dos serviços apresentados não tenha melhorado. Aliás, a pandemia mostrou que as áreas meio podem ser enxugadas ainda mais, sem prejuízo à saúde, à educação e à segurança - que devem ser as verdadeiras prioridades de um governo.
A solução para o RS é a redução do Estado. Não a taxação dos produtos da cesta básica e o aumento do IPVA. Para ter fluxo de caixa, é preciso ter dinheiro. E dinheiro só se consegue com desenvolvimento.
Engenheiro, produtor rural e ex-vice-governador do RS
 
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