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- Publicada em 03h00min, 20/08/2020.

A pandemia e as oportunidades

Caio Tibério da Rocha
Mesmo com as restrições que a quarenta nos impõem, os debates virtuais em torno do papel da agropecuária no cenário pós-pandemia têm sido intensos. O futuro aponta para a necessidade de maior investimentos em ciência, tecnologia, pesquisa e desenvolvimento, a fim de manter uma produção agrícola capaz de alimentar o mundo.
Mesmo com as restrições que a quarenta nos impõem, os debates virtuais em torno do papel da agropecuária no cenário pós-pandemia têm sido intensos. O futuro aponta para a necessidade de maior investimentos em ciência, tecnologia, pesquisa e desenvolvimento, a fim de manter uma produção agrícola capaz de alimentar o mundo.
Segundo dados da Organização de Cooperação e de Desenvolvimento Econômico (OCDE), para os próximos 10 anos, a tendência de crescimento da produção na América do Sul poderá chegar a 60%, com a participação prioritária por meio da produtividade, e não da área plantada. Devemos lembrar que 60% da classe média do mundo está na Ásia. Dados do Centro Estratégico para Agricultura do Instituto Interamericano de Cooperação Agrícola (IICA), referentes a abril deste ano, mostram que os países que tiveram maior incremento em suas exportações foram Brasil, Costa Rica, Argentina e Bolívia. Este ano, o Brasil ampliou em 32% em faturamento nas exportações em relação ao mesmo período do ano passado, segundo dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (CEPEA). Ou seja, temos plenas condições de ampliarmos nosso papel de protagonista mundial na produção de alimentos e, ainda, fortalecer a extensão rural brasileira. A saída é levar tecnologias simples e descomplicadas aos pequenos agricultores. Existem muitos fatores que impactam na renda oriunda da agricultura, como a limitação do acesso à terra e à educação. Porém, a informação e o conhecimento têm-se mostrado o insumo de maior valor para o produtor rural.
Michael Kremer, ganhador do Prêmio Nobel de Economia, demonstrou isso ao criar instrumentos digitais para os mais vulneráveis no setor agropecuário. Com mensagens acessíveis, práticas, de forma a assegurar que a tecnologia fosse adotada pelo produtor, com o mínimo de custo. E resultados positivos já foram registrados no Quênia, Etiópia, Ruanda, Índia e Paquistão. O IICA está implantando este tipo de tecnologia as Américas e o Brasil está na dianteira desses experimentos, pelo seu potencial técnico, humano e territorial.
O desafio adicional que a Covid-19 está trazendo é o de acelerar as mudanças, inclusive, para melhor. As projeções conjunturais pós pandemia apontam que a agricultura continuará crescendo e se utilizando de novas tecnologias digitalizadas e adequadas, em especial, à pequena propriedade. Neste contexto de pandemia, onde os mais diversos setores da economia fecham e abrem suas portas, a agricultura não parou de plantar, de colher, de vender, de exportar. É o combustível de nossas vidas.
Coordenador Regional do Instituto Interamericano de Cooperação Agrícola para Argentina, Brasil, Chile, Paraguai e Uruguai
 
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