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- Publicada em 17h08min, 13/08/2020.

Fahrenheit, Covid-19 e a bola de neve

Ana Cecília Romeu
Vivemos a mistura de Fahrenheit 451, livro de Ray Bradbury escrito no início da guerra fria como uma crítica à crescente, a que chamou "disfuncionalidade" da sociedade americana, com a Peste, de Albert Camus. Na verdade, dois livros muito citados.
Vivemos a mistura de Fahrenheit 451, livro de Ray Bradbury escrito no início da guerra fria como uma crítica à crescente, a que chamou "disfuncionalidade" da sociedade americana, com a Peste, de Albert Camus. Na verdade, dois livros muito citados.
O momento é de absoluta maldade em nosso País. Mais de 103.000 óbitos, e 56.081 novos casos nas últimas 24 horas (dados oficiais de fechamento do dia 11 de agosto/20). Mas "e daí?", numa das respostas do presidente quando tínhamos menos óbitos e novos falecimentos poderiam ter sido evitados.
Não consigo falar de obras literárias, da taxação de 12% de imposto nos livros, proposta pelo ministro Paulo Guedes, sem falar das vidas perdidas e em alto risco de quem lê; escreve; gostaria de ler mas não pode (e agora ficará com mais obstáculos); e também nas vidas de quem defende que a Covid-19 é só uma gripezinha.
A pretensão clara da linha do desgoverno é o nosso afastamento. Um apartar-se do que é mais essencial no ser humano: os afetos, a união, o pensamento crítico, o conhecimento, a ação coletiva. E críticas embasadas, são as mais temidas.
Se você participa de um grupo em que tenha determinado engajamento, e aqui nem falo de ser um digital influencer, você será temido e excluído de alguma forma, pois é um pouco de neve na bola de neve, como canta Jorge Drexler. No entanto, saliento que há influenciadores digitais fazendo ótimo serviço a respeito, o que é ótimo em tempos online.
Pois sejamos exatamente isso: um pouco de neve jogada no alvo certo, a bola de neve. Uma construção verdadeira, uma nova e resistente narrativa que taxação nenhuma ou desamor qualquer impedirá crescimento.
Publicitária e escritora
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