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Porto Alegre, segunda-feira, 10 de agosto de 2020.

Jornal do Comércio

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Opinião

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editorial

- Publicada em 03h00min, 10/08/2020.

Lava Jato é um patrimônio do País a ser preservado

Consagrada pela descoberta de falcatruas sistematizadas em setores governamentais, a Operação Lava Jato entrou para a história do Brasil e teve repercussões no mundo. Tanto que o seu protagonista, o então juiz federal Sergio Moro, foi guindado não só como um quase herói nacional, como foi escolhido ministro da Justiça, cargo do qual saiu após discordâncias com o presidente Jair Bolsonaro.
Consagrada pela descoberta de falcatruas sistematizadas em setores governamentais, a Operação Lava Jato entrou para a história do Brasil e teve repercussões no mundo. Tanto que o seu protagonista, o então juiz federal Sergio Moro, foi guindado não só como um quase herói nacional, como foi escolhido ministro da Justiça, cargo do qual saiu após discordâncias com o presidente Jair Bolsonaro.
Mas surgiram críticas após a saída do governo de Sergio Moro. Também os promotores da Lava Jato em Curitiba são questionados e até mesmo acusados de ações não condizentes com o Direito, e de manterem segredos. Igualmente, o procurador-geral da República, Augusto Aras, tentou acesso ilimitado a tudo o que foi levantado na Lava Jato.
O assunto voltou à pauta quando o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes criticou o Ministério Público Federal (MPF), os procuradores e a Operação Lava Jato. Para ele, o MPF está sem gestão e sem controle.
Desta forma, após o período de glória popular, eis que agora tanto os promotores de Curitiba que trabalharam na Lava Jato quanto o próprio ex-juiz Moro estão sendo questionados. Isso, como dito, por conta de ação do procurador-geral da República que desejava acesso, concedido antes e depois cassado, sobre a íntegra dos meandros das investigações que levaram muitos à condenação, com a volta de bilhões de reais às empresas e órgãos públicos literalmente saqueados, para satisfação da opinião pública.
Ainda que se concorde que a Lava Jato representa um ganho civilizacional substantivo desnudando as relações promíscuas entre interesses privados e a esfera pública, muitos pontuam a necessidade de correção de rumos, campanha liderada pelo procurador Augusto Aras, sobre possíveis desvios advindos das ações desencadeadas no combate à corrupção.
Derivou, por isso, o termo lavajatismo, que seria um elemento cultural que coloca alguns indivíduos ou instituições como ungidos, acima da sociedade, capazes de separar os mais do que honestos e aqueles considerados corruptos. Seriam personagens capazes de fazer a assepsia da sociedade, expurgando seus males, a começar pela corrupção.
No entanto, por mais que a critiquem, a Operação Lava Jato teve apoio da maioria da população, inconformada, como antes e ainda agora, com a corrupção que permeia certas atividades públicas e privadas no País. Os brasileiros almejam é que um basta seja dado à corrupção. Hoje e sempre.
 
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