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Porto Alegre, quarta-feira, 05 de agosto de 2020.
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Jornal do Comércio

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Opinião

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editorial

- Publicada em 03h00min, 05/08/2020.

O mundo à espera de uma vacina contra a Covid-19

A boa notícia nestes dias é que a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), do Ministério da Saúde, e a farmacêutica britânica AstraZeneca assinaram compromisso para a transferência de tecnologia entre os laboratórios e a produção de 100 milhões de doses da vacina contra a Covid-19, após comprovada a sua eficácia e segurança, com vacinação em voluntários, incluindo Porto Alegre.
A boa notícia nestes dias é que a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), do Ministério da Saúde, e a farmacêutica britânica AstraZeneca assinaram compromisso para a transferência de tecnologia entre os laboratórios e a produção de 100 milhões de doses da vacina contra a Covid-19, após comprovada a sua eficácia e segurança, com vacinação em voluntários, incluindo Porto Alegre.
O medicamento está sendo desenvolvido pela empresa do Reino Unido em conjunto com a Universidade de Oxford e está em fase de testes clínicos. O acordo entre Fiocruz e AstraZeneca resulta da cooperação entre os governos brasileiro e britânico. A assinatura do acordo de encomenda tecnológica está prevista para a segunda semana de agosto e deve garantir o acesso a 30 milhões de doses da vacina entre dezembro deste ano e janeiro de 2021 e 70 milhões ao longo dos dois primeiros trimestres do próximo ano.
Ora, isso é tudo que os milhões de brasileiros querem, sufocados pela incerteza da contaminação e mesmo o medo da morte, ainda que quase 2 milhões tiveram a infecção e ficaram recuperados.
Para que tudo se concretize, haverá repasse de R$ 522,1 milhões na estrutura de Bio-Manguinhos, unidade da Fiocruz produtora de imunobiológicos, para ampliar a capacidade nacional de produção de vacinas. Outro R$ 1,3 bilhão é verba para pagamentos previstos no contrato de encomenda tecnológica. Os valores contemplam a finalização da vacina. Haverá, o que é algo excelente, a garantia da incorporação da tecnologia em Bio-Manguinhos para que o Brasil tenha condições de produzir a vacina de forma independente.
A vacina será distribuída pelo Programa Nacional de Imunização, que atende ao Sistema Único de Saúde (SUS). O acordo com a AstraZeneca permitirá, além da incorporação tecnológica desta vacina, o domínio de uma plataforma para desenvolvimento de vacinas para prevenção de outras enfermidades, como a malária. Desta maneira, o Brasil estará se capacitando para combater esta doença infecciosa que já matou milhares e infeccionou milhões no País e também, como referido, para outras epidemias.
Quando há muitas críticas pelo que alguns consideram omissão do governo quanto ao combate à Covid-19, o fato é que não há ainda vacina para evitar a contaminação pela Covid-19.
O vultoso investimento que será feito traz a esperança é que no final deste ano o Brasil estará vacinando milhões para que a doença não os atinja. Hoje, até em Porto Alegre há vacina sendo testada em voluntários. Um resultado positivo é o que todos esperam.
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