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Porto Alegre, sexta-feira, 31 de julho de 2020.

Jornal do Comércio

Porto Alegre,
sexta-feira, 31 de julho de 2020.

Opinião

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O novo normal

Eduardo Pereira da Silva
A pandemia de Covid-19 trouxe inegáveis impactos em nossas vidas. Eventos cancelados ou transferidos, espaços públicos de lazer isolados, locais essenciais com restrições de acesso, empresas fechando e vultosos investimentos na área da saúde são cada vez mais noticiados. Mas em verdade a crise formada pelo abre e fecha de empresas, devido a protocolos implementados para o controle do vírus, nada mais é do que o reflexo da falta de investimentos anteriores no Sistema Único de Saúde, que não de hoje sofre com a escassez de recursos e leitos. Dados do CNJ demonstram que a chamada "judicialização da saúde" - para o cidadão garantir nas vias judiciais seu direito constitucional - cresceu alarmantes 130% no período compreendido entre 2008 e 2017, frutos de falhas na implementação das políticas públicas da saúde. Mas se por um lado a crise assola novamente as manchetes, por outro temos a rápida adaptação dos diversos setores econômicos para uma recuperação gradual.
A pandemia de Covid-19 trouxe inegáveis impactos em nossas vidas. Eventos cancelados ou transferidos, espaços públicos de lazer isolados, locais essenciais com restrições de acesso, empresas fechando e vultosos investimentos na área da saúde são cada vez mais noticiados. Mas em verdade a crise formada pelo abre e fecha de empresas, devido a protocolos implementados para o controle do vírus, nada mais é do que o reflexo da falta de investimentos anteriores no Sistema Único de Saúde, que não de hoje sofre com a escassez de recursos e leitos. Dados do CNJ demonstram que a chamada "judicialização da saúde" - para o cidadão garantir nas vias judiciais seu direito constitucional - cresceu alarmantes 130% no período compreendido entre 2008 e 2017, frutos de falhas na implementação das políticas públicas da saúde. Mas se por um lado a crise assola novamente as manchetes, por outro temos a rápida adaptação dos diversos setores econômicos para uma recuperação gradual.
Em que pese a informalidade tenha atingido 1,8 milhão de gaúchos, ideias inovadoras e o contato virtual das empresas com os clientes mostram que o "novo normal" está criando oportunidades de investimentos e consumo.
Os pubs de microcervejarias - que viviam lotados de consumidores sedentos por novidades - deram espaço para atendimentos drive-thru, vendas por aplicativos e até mesmo por meio de sites, garantindo que o produto final chegue em segurança ao consumidor. Os grandes shows e espetáculos deram espaço para veículos como arquibancada e reinventaram os drive-in com novas propostas. Até mesmo o futebol está retornando aos poucos pelo mundo, mesmo que sem as torcidas eufóricas pelo grito de gol, tendo que acompanhar a partida de seus lares. Lojas e representantes comerciais utilizam suas redes sociais para ampliar seu alcance de público e possibilitar a venda a distância, desenvolvendo provadores virtuais e até mesmo tours virtuais por seus showrooms.
Esta nova forma de agir do consumidor veio para ficar. Segundo pesquisa do Instituto Locomotiva, divulgada na edição de 22 de julho do Jornal do Comércio, o interesse dos consumidores em compras online deve permanecer após a pandemia da Covid-19.
Enquanto não houver uma vacina ou fármacos capazes de controlar o vírus, certamente o "novo normal" nos acompanhará e nos fará refletir, buscando novas formas de se reinventar para que empresas não fechem e a situação da saúde pública não se agrave.
Acadêmico de Direito, Igrejinha/RS
 
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