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Porto Alegre, quinta-feira, 30 de julho de 2020.

Jornal do Comércio

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Opinião

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ARTIGO

Atualizada em 03h00min, 30/07/2020.

Maior tombo econômico em mais de um século

Oscar Frank Júnior
De acordo com o levantamento do Banco Central, existiam, no Brasil, 4,6 milhões de endividados de risco em dezembro de 2019. Aqueles assim enquadrados atendem a, pelo menos, dois dos quatro critérios a seguir: (1) inadimplência, com atraso superior a 90 dias; (2) comprometimento acima de 50% da renda com dívidas; (3) exposição simultânea ao cheque especial, crédito pessoal sem consignação e rotativo; e (4) rendimentos mensais, após o pagamento de seus débitos, abaixo da linha de pobreza, de R$ 440,00.
De acordo com o levantamento do Banco Central, existiam, no Brasil, 4,6 milhões de endividados de risco em dezembro de 2019. Aqueles assim enquadrados atendem a, pelo menos, dois dos quatro critérios a seguir: (1) inadimplência, com atraso superior a 90 dias; (2) comprometimento acima de 50% da renda com dívidas; (3) exposição simultânea ao cheque especial, crédito pessoal sem consignação e rotativo; e (4) rendimentos mensais, após o pagamento de seus débitos, abaixo da linha de pobreza, de R$ 440,00.
Os dados mais recentes, portanto, não capturaram o impacto do novo coronavírus sobre o balanço financeiro das famílias. Estimativas do Relatório Focus dão conta de que o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil cairá -5,9% em 2020: maior recuo anual desde 1901, conforme o IBGE. No caso do Rio Grande do Sul, o panorama é mais preocupante: segundo o Departamento de Economia e Estatística (DEE/RS), a queda, em um dos cenários-base, alcança -10,1%: afora a pandemia, padecemos de uma severa estiagem na safra de grãos.
Além do prejuízo significativo ao fluxo de caixa dos consumidores, a fortíssima recessão também repercute negativamente sobre as firmas, sujeitas aos pedidos realizados por seus compradores. A situação, ainda, pode se agravar, dependendo da lentidão do processo de reabertura dos negócios e do grau de limitação das atividades econômicas. É por essa razão que o setor varejista defende a retomada com responsabilidade dos negócios, respeitando todos os protocolos sanitários definidos pelas autoridades competentes.
É importante notar que as empresas, ao longo do processo de recuperação, dispõem de ferramentas úteis para analisar o perfil de crédito de seus prováveis clientes. Dessa forma, as vendas se tornam mais assertivas, a partir da minimização de eventuais perdas com calotes - resultado absolutamente valioso e desejável, ainda mais diante de uma conjuntura difícil. Logo, é possível o equilíbrio entre saúde e economia. Ambos não são excludentes, mas sim complementares.
Economista-chefe da CDL Porto Alegre
 
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