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Jornal do Comércio

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Opinião

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Atualizada em 15h48min, 27/07/2020.

O novo normal

Eduardo Pereira da Silva
A pandemia de Covid-19 trouxe inegáveis impactos em nossas vidas. Eventos cancelados ou transferidos, espaços públicos de lazer isolados, locais essenciais com restrições de acesso, empresas fechando e vultuosos investimentos na área da saúde são cada vez mais noticiados. Mas em verdade a crise formada pelo abre e fecha de empresas, devido a protocolos implementados para o controle do vírus, nada mais é do que o reflexo da falta de investimentos anteriores no Sistema Único de Saúde, que não de hoje sofre com a escassez de recursos e leitos. Dados do CNJ demonstram que a chamada “judicialização da saúde” - para o cidadão garantir nas vias judiciais seu direito constitucional - cresceu alarmantes 130% no período compreendido entre 2008 e 2017, frutos de falhas na implementação das políticas públicas da saúde. Mas se por um lado a crise assola novamente as manchetes, por outro temos a rápida adaptação dos diversos setores econômicos para uma recuperação gradual.
A pandemia de Covid-19 trouxe inegáveis impactos em nossas vidas. Eventos cancelados ou transferidos, espaços públicos de lazer isolados, locais essenciais com restrições de acesso, empresas fechando e vultuosos investimentos na área da saúde são cada vez mais noticiados. Mas em verdade a crise formada pelo abre e fecha de empresas, devido a protocolos implementados para o controle do vírus, nada mais é do que o reflexo da falta de investimentos anteriores no Sistema Único de Saúde, que não de hoje sofre com a escassez de recursos e leitos. Dados do CNJ demonstram que a chamada “judicialização da saúde” - para o cidadão garantir nas vias judiciais seu direito constitucional - cresceu alarmantes 130% no período compreendido entre 2008 e 2017, frutos de falhas na implementação das políticas públicas da saúde. Mas se por um lado a crise assola novamente as manchetes, por outro temos a rápida adaptação dos diversos setores econômicos para uma recuperação gradual.
Em que pese a informalidade tenha atingido 1,8 milhões de gaúchos, ideias inovadoras e o contato virtual das empresas com os clientes mostram que o “novo normal” está criando oportunidades de investimentos e consumo.
Os pubs de microcervejarias - que viviam lotados de consumidores sedentos por novidades - deram espaço para atendimentos drive-thru, vendas por aplicativos e até mesmo por meio de sites, garantindo que o produto final chegue em segurança ao consumidor. Os grandes shows e espetáculos deram espaço para veículos como arquibancada e reinventaram os drive-in com novas propostas. Até mesmo o futebol está retornando aos poucos pelo mundo, mesmo que sem as torcidas eufóricas pelo grito de gol, tendo que acompanhar a partida de seus lares. Lojas e representantes comerciais utilizam suas redes sociais para ampliar seu alcance de público e possibilitar a venda a distância, desenvolvendo provadores virtuais e até mesmo tours virtuais por seus showrooms. Esta nova forma de agir do consumidor veio para ficar. Segundo pesquisa do Instituto Locomotiva, divulgada na edição de 22 de julho/2020 do Jornal do Comércio, o interesse dos consumidores em compras online deve permanecer após a pandemia de Covid-19.
Enquanto não houver uma vacina ou fármacos capazes de controlar o vírus, certamente o “novo normal” nos acompanhará e nos fará refletir, buscando novas formas de se reinventar para que empresas não fechem e a situação da saúde pública não se agrave.
Acadêmico de Direito, Igrejinha/RS
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