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Porto Alegre, segunda-feira, 27 de julho de 2020.
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Jornal do Comércio

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Opinião

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editorial

Atualizada em 03h00min, 27/07/2020.

Os fortes estímulos para reanimar a atividade econômica

Anúncio de vacinas contra a Covid-19, queda de contágios em cidades, recrudescimento da doença em capitais, assim continuamos. Além da pandemia, há muitas teorias com vistas à retomada socioeconômica quando ocorrer o esperado arrefecimento da moléstia, que tem matado e infectado milhões de pessoas.
Anúncio de vacinas contra a Covid-19, queda de contágios em cidades, recrudescimento da doença em capitais, assim continuamos. Além da pandemia, há muitas teorias com vistas à retomada socioeconômica quando ocorrer o esperado arrefecimento da moléstia, que tem matado e infectado milhões de pessoas.
Soluções são lançadas, além do apoio financeiro e trabalhista com aqueles que ficaram sem emprego e aos informais.
No Reino Unido, foram anunciadas medidas de estímulo com o aporte de 30 bilhões de libras, com subsídios para reformas prediais e apoio ao emprego dos jovens. A rigor, parecido ao que está se fazendo ou projetando no Brasil.
Teóricos dizem que o melhor, no atual contexto, seria adotar o protocolo do britânico John Maynard Keynes, irrigando dinheiro na economia. As ideias de Keynes são hoje exploradas com mais intensidade do que na crise de 2008. Naquela situação, os bancos centrais agiram para evitar pânico financeiro e uma crise bancária.
Comparando, a crise de 2008 foi de origem bancária, que detonou uma recessão. Então, permitiu que a primeira onda de choque fosse rapidamente acomodada. De certa forma, isso facilitou o enfrentamento daquela crise. Dessa vez, não houve crise bancária.
O problema é que agora ocorreu um vazio de renda nunca antes acontecido. Até mesmo a crise de 1929 e 1930, começou como crise bancária. Desta vez, algumas atividades econômicas despencaram 20%, 30% e até 40%, abrindo crise sem precedentes.
Aí entra a teoria keynesiana, para a qual, nesse momento de vácuo de renda, o único ente que pode equilibrar a economia e evitar um colapso é o governo. Ao analisar pacotes fiscais, inclusive nossos, vimos que a saída passa por injetar dinheiro na economia.
A demora do governo em reagir à pandemia fará com que o Brasil leve mais tempo para sair da crise. Países como Alemanha e Inglaterra, que têm tradição ortodoxa em termos fiscais, são os que foram mais longe na definição desse protocolo.
O País tem ainda um problema adicional, pois a crise escancarou a desigualdade social e de renda. Hoje, 60% das pessoas estão sem verba para o dia a dia. Os R$ 600,00 do auxílio emergencial são o único dinheiro disponível.
Culminando com a gravidade da situação e segundo reclamações, o Brasil tem um sistema bancário concentrado, o que estaria dificultando o acesso ao crédito. Sem falar nas dificuldades das contas públicas, que devem piorar após a pandemia. São grande desafios a serem superados.
 
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