Corrigir texto

Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.

Porto Alegre, quarta-feira, 22 de julho de 2020.

Jornal do Comércio

Porto Alegre,
quarta-feira, 22 de julho de 2020.

Opinião

Compartilhar

artigo

Atualizada em 16h47min, 22/07/2020.

A avicultura enfrenta a pandemia

Sérgio Turra
O Brasil é o maior exportador de carne de frango do mundo. Vende para mais de 150 países produtos com sanidade reconhecida pelos mais exigentes mercados. Somente no Rio Grande do Sul, o setor gera 40 mil empregos diretos e 500 mil atividades indiretas, principalmente na agricultura familiar. As exportações brasileiras de carne de frango superam os US$ 8 bilhões. A avicultura é vanguarda no agro brasileiro, tanto pela produtividade, pela confiabilidade sanitária e cuidado com o bem-estar animal quanto pela capacidade de atender a diferentes mercados com produtos customizados. No mercado interno, a carne de frango e os ovos, são, por vezes, as únicas fontes de proteína acessíveis a boa parte da população.
O Brasil é o maior exportador de carne de frango do mundo. Vende para mais de 150 países produtos com sanidade reconhecida pelos mais exigentes mercados. Somente no Rio Grande do Sul, o setor gera 40 mil empregos diretos e 500 mil atividades indiretas, principalmente na agricultura familiar. As exportações brasileiras de carne de frango superam os US$ 8 bilhões. A avicultura é vanguarda no agro brasileiro, tanto pela produtividade, pela confiabilidade sanitária e cuidado com o bem-estar animal quanto pela capacidade de atender a diferentes mercados com produtos customizados. No mercado interno, a carne de frango e os ovos, são, por vezes, as únicas fontes de proteína acessíveis a boa parte da população.
Em meio à pandemia, a avicultura brasileira é um dos raros setores industriais que não parou de crescer. Segue expandindo suas atividades para afastar o risco de desabastecimento. Afinal, a produção de alimentos tem um papel estratégico. Mesmo assim, o setor tem sido criticado por casos de Covid-19 entre funcionários de frigoríficos – apesar da adoção de rigorosos protocolos de segurança sanitária.
Para se ter uma ideia, durante a pandemia empresas gaúchas investiram R$ 7,5 milhões em Equipamentos de Proteção Individual (EPIs). E em pouco mais de três meses os investimentos no enfrentamento à pandemia totalizaram R$ 28 milhões. Até protocolos sanitários adotados por hospitais do País estão sendo adaptados aos frigoríficos para garantir a saúde dos trabalhadores.
A exemplo do que aconteceu no lamentável episódio da “Carne Fraca”, quando denúncias infundadas abalaram a imagem do setor, também agora é preciso cautela na abordagem do problema, para que se evite pânico entre os consumidores e danos à avicultura. Testes rápidos para Covid-19, de baixa confiabilidade, não podem ser a única justificativa para o fechamento de frigoríficos. A saúde dos trabalhadores é prioridade. Mas a testagem tem de obedecer a normas internacionais mais rigorosas, para que se tenha maior segurança nas operações.
Como qualquer outra atividade essencial, a avicultura também não está livre da ameaça do coronavírus. Mas todos os esforços estão sendo realizados para garantir a saúde de trabalhadores e consumidores, a sanidade dos produtos, os empregos e as divisas que serão importantes para a recuperação da economia brasileira na pós-pandemia.
Deputado estadual (PP)
Comentários CORRIGIR TEXTO