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Opinião

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Alterada em 15h41min, 20/07/2020.

Aos pés de dragões

Fernando Alves Cantini Cardozo
“Nunca faça sua casa aos pés de um dragão”, diz um antigo provérbio oriental. Ocorre que em muitas culturas, montanhas, vulcões e por vezes rios são associados às ditas feras. Em tais culturas, temos uma convivência milenar com a natureza e suas forças. Não à toa, o Japão é o maior exemplo de eficiência no gerenciamento e prevenção de riscos naturais como inundações, deslizamentos, terremotos e tantas outras situações. Dentre as quais, destacam-se as inundações como os desastres de maior frequência e de maiores mortalidades na história da humanidade. Sendo também o de maior prevalência no Rio Grande do Sul.
“Nunca faça sua casa aos pés de um dragão”, diz um antigo provérbio oriental. Ocorre que em muitas culturas, montanhas, vulcões e por vezes rios são associados às ditas feras. Em tais culturas, temos uma convivência milenar com a natureza e suas forças. Não à toa, o Japão é o maior exemplo de eficiência no gerenciamento e prevenção de riscos naturais como inundações, deslizamentos, terremotos e tantas outras situações. Dentre as quais, destacam-se as inundações como os desastres de maior frequência e de maiores mortalidades na história da humanidade. Sendo também o de maior prevalência no Rio Grande do Sul.
Desde o início das civilizações seguimos colocando-nos em confronto com a natureza. Precisamos basicamente de alimento e água, logo nos estabelecemos próximos a rios e arroios e aos pés de encostas. Inclusive a convivência com o risco é algo milenar, mas nem sempre em todo negativa; eram as frequentes inundações do Nilo que tornavam suas planícies um oásis de fertilidade. Mas quando barradas as inundações, por diques e sistemas de barragens, tornaram-se terras pobres em nutrientes e passaram a necessitar de gastos de milhões de dólares em fertilização.
De mesmo modo temos no Estado vales, como do Rio Taquari, cujas planícies contém as áreas mais propícias e valorizadas para a agricultura. Ocorre que tal proximidade, associada ao não entendimento das dinâmicas naturais do meio ao nosso redor, provocam cenas que, infelizmente, não são novidades: famílias desabrigadas, estradas interditadas, deslocamentos, e demais perdas de difícil mensuração (as chamadas externalidades).
Tais “desastres” não deveriam ser classificados como naturais, ou serem creditados ao infortúnio do acaso. São frutos da falta de entendimento da necessidade efetiva de investimento e conscientização, quanto ao gerenciamento destes riscos. Necessitamos que cada vez mais se invista em ações gerenciamento, desde a capacitação e qualificação das defesas civis municipais e equipes de assistência social, que são primordiais na prevenção e mitigação de danos, à uma conscientização coletiva quanto a ocupação de zonas suscetíveis a inundações e deslizamentos. Não excluindo o próprio poder público, que seguidamente vemos complacente à ocupação de áreas de risco. Devemos, afinal, em todos os níveis assimilar resiliência, gestão, planejamento, e um princípio seminal: a pior chuva está sempre por vir.
Engenheiro
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