Corrigir texto

Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.

Porto Alegre, sábado, 18 de julho de 2020.

Jornal do Comércio

Porto Alegre,
sábado, 18 de julho de 2020.

Opinião

Compartilhar

Artigos

- Publicada em 03h00min, 02/07/2020. Alterada em 03h00min, 02/07/2020.

Nós e eles

Paulo Vellinho
Refiro-me aos japoneses quando falo "eles", pois no meu convívio com o Japão, quando presidia a Panasonic do Brasil, muito aprendi e desse aprendizado nasceu a minha admiração por eles, e com razão, pois nasceram, vivem e morrem sob o signo das dificuldades, hostilizados que são pela natureza. Sempre acreditei que a adversidade se vence pela criatividade e determinação, o que explica serem eles vencedores, pois ocupam lugar de destaque no ranking de desenvolvimento mundial.
Refiro-me aos japoneses quando falo "eles", pois no meu convívio com o Japão, quando presidia a Panasonic do Brasil, muito aprendi e desse aprendizado nasceu a minha admiração por eles, e com razão, pois nasceram, vivem e morrem sob o signo das dificuldades, hostilizados que são pela natureza. Sempre acreditei que a adversidade se vence pela criatividade e determinação, o que explica serem eles vencedores, pois ocupam lugar de destaque no ranking de desenvolvimento mundial.
Ao despedir-me da missão em razão de ter atingido a idade limite, fui convidado pelo presidente para realizar a cerimônia em Osaka na matriz do conglomerado. Nesse encontro que contou com a presença do presidente, fui por ele questionado sobre como havia sido minha experiência de conviver harmonicamente com as duas culturas, a oriental e a ocidental.
Exemplificando ao final do encontro, fiz o seguinte comentário: a única questão sem resposta até hoje foi ter aprendido que o caminho entre dois pontos é a linha reta, enquanto eles o faziam em zigue-zague... e alcançavam antes o objetivo: "brasileiro planeja pouco e erra muito, .... japonês planeja muito e erra pouco".
Lembrei-me dessa lição quando o mundo se deparou com a crise da Covid-19. E a história se repetiu: os nossos governantes reagiram rapidamente ao problema sem qualquer planejamento determinaram a adoção das medidas que desde então praticamos.
Por certo as medidas tomadas foram precipitadas, sem planejamento, em uma visão míope só enxergaram o curto prazo e seus aspectos sociais não levando em consideração o outro lado do problema, não somente pelos danos apontados acima, mas também o custo social e econômico da desmobilização das cadeias produtivas a começar pelas matérias primas básicas, sua transformação em produtos para abastecer as cadeias de comércio.
Sinceramente não sei, mas imagino o preço que nós vamos pagar pelo "tsunami" que já está provocando o estiramento do tecido social, o qual se rompido poderá nos levar ao caos e suas consequências.
Empresário
Comentários CORRIGIR TEXTO