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26/06/2020 - 03h00min. Alterada em 26/06 às 03h00min

A Arte da Guerra

Eduardo Fernandez
No livro "A Arte da Guerra", de Sun Tzu, o autor descreve que no início de uma guerra precisamos nos recolher para traçar uma estratégia de atuação para enfrentar o inimigo e sair vitorioso do combate. Estamos há mais de 100 dias enfrentando um inimigo chamado Covid-19. No início da pandemia, fechamos todas as atividades para traçar uma estratégia que pudesse achatar a curva de crescimento das contaminações e que o poder público pudesse equipar e fortalecer o Sistema de Saúde.
No livro "A Arte da Guerra", de Sun Tzu, o autor descreve que no início de uma guerra precisamos nos recolher para traçar uma estratégia de atuação para enfrentar o inimigo e sair vitorioso do combate. Estamos há mais de 100 dias enfrentando um inimigo chamado Covid-19. No início da pandemia, fechamos todas as atividades para traçar uma estratégia que pudesse achatar a curva de crescimento das contaminações e que o poder público pudesse equipar e fortalecer o Sistema de Saúde.
Tudo foi pensado para diminuir o impacto da sobrecarga na estrutura da saúde, mais hospitais, mais leitos, mais médicos e enfermeiros, mais insumos e recursos para custeio. Após todo esse longo tempo de espera e diálogo na construção de um modelo responsável e sustentável, onde estávamos retomando às atividades econômicas, através de protocolos de higiene e proteção à saúde, tudo mudou novamente. Temos um retrocesso e um novo fechamento das atividades, com consequências extremamente negativas.
Esse abre e fecha, com indefinições e incertezas, é ainda mais destrutivo que manter o setor produtivo fechado, pois existe um processo de gestão de pessoas, contratos, estoque, financeiro, protocolos de segurança para que uma empresa possa manter seus serviços funcionando, e não somente desligar um botão e fechar as portas, além de trazer uma profunda imprevisibilidade aos empreendedores.
Neste momento, mais do que a preocupação com o lucro é a preocupação com a sobrevivência dos negócios e aí se enquadra qualquer tamanho e segmento de empresa. Ao mesmo tempo, as pessoas estão perdendo seus empregos e seus pequenos comércios, dando espaço para ações impensáveis em outras épocas, com as muitas manifestações que estão sendo realizadas pela volta ao trabalho, pelo direito de as pessoas exercerem com liberdade suas atividades no mercado. É legal, é democrático, que os trabalhadores queiram levar o sustento para sua casa e alimento aos seus filhos. Este é o sentimento da sociedade, que não pode ser ignorado.
O que precisamos nesse momento é combater a informalidade, que não obedece a nenhum protocolo de segurança e também aumentar a fiscalização em parques públicos para conter a disseminação do vírus. O que não podemos mais é continuar punindo o setor produtivo e a sociedade que já está à beira de um colapso social e econômico.
Presidente do Lide-RS
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