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22/05/2020 - 03h00min. Alterada em 22/05 às 03h00min

Lugar seguro

Antônio Augusto Lovatto
A Organização Mundial da Saúde e o SUS alertam que os espaços de maior risco para contrair a Covid-19 são os hospitais e o transporte público.
A Organização Mundial da Saúde e o SUS alertam que os espaços de maior risco para contrair a Covid-19 são os hospitais e o transporte público.
Acompanhando os boletins estatísticos dos hospitais de Porto Alegre - e, como referência, o Hospital de Clínicas -, verifica-se que o número de funcionários do Clínicas infectados pelo coronavírus nos primeiros 15 dias da pandemia, chegou a 30. De lá para cá, passaram-se mais de 40 dias, e o hospital apresentou mais 18 funcionários infectados. O que fez com que a instituição achatasse a curva de contágio? A resposta parece óbvia, investiu-se fortemente em prevenção.
Por outro lado, passados quase 60 dias do início da pandemia, o transporte coletivo da Capital já transportou mais de 20 milhões de passageiros, e não há nenhum registro de motorista, cobrador ou fiscal que foram afastados ou muito menos internados pela Covid-19.
O transporte público chegou a esse resultado porque, assim como o Hospital de Clínicas, investiu em prevenção e seguiu à risca as orientações da vigilância sanitária.
A higienização do transporte coletivo passou a ser realizada com uma frequência maior e com os mesmos produtos químicos utilizados na limpeza hospitalar. A obrigatoriedade no uso de máscara, janelas abertas, 80% das transações sem dinheiro e muita comunicação alertando como ocorre o contágio estão contribuindo para que o ponteiro permaneça nos zero casos.
Já algumas pesquisas recentes indicam que grande parte das contaminações ocorre dentro de casa, devido, principalmente, ao relaxamento nas etiquetas de prevenção. O governador de Nova York, Andrew Cuomo, apresentou, recentemente, uma pesquisa onde 66% das infecções ocorriam em casa, 18% em asilos, 9% dirigindo o seu veículo, 4% em transporte público e 2% em táxi/Uber.
Não podemos deixar de considerar que o metrô da cidade de Nova York é subterrâneo e transporta 6 milhões de passageiros por dia, sem pandemia. Com a pandemia, Nova York aumentou em mais de 70% as viagens de ônibus urbano devido ao esvaziamento do sistema de metrô.
Já no Rio Grande do Sul, até o momento, somente asilos e frigoríficos foram alvos de surto do vírus, lugares que têm mais semelhança com os domicílios do que com o transporte público.
Todas essas informações levam a crer que não existe um "safe place". Na verdade, só existe uma segurança, nós mesmos. Aliás, boa parte desses protocolos de segurança existe há mais de 700 anos e surgiu em Veneza, no surto da peste negra ou bubônica.
Engenheiro de Transporte
 
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