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Porto Alegre, sexta-feira, 22 de maio de 2020.
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Jornal do Comércio

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Opinião

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Editorial

Edição impressa de 22/05/2020. Alterada em 22/05 às 03h00min

Estrutura hospitalar deve melhorar após pandemia

Trata-se de um ataque à saúde de proporções somente vistas, na última vez, quando da gripe espanhola, a Influenza, que atingiu a humanidade entre 1918 e 1920, deixando entre cerca de 50 milhões de mortos em dezenas de países. A pandemia da Covid-19 agora está matando pessoas na China, no Japão, na Europa, nos Estados Unidos e também na América Latina, na qual o Brasil, para tristeza nossa, lidera com folga as infecções e as mortes, servindo de paliativo aos milhares de brasileiros que se recuperaram em meio à doença, após tratamento hospitalar.
Trata-se de um ataque à saúde de proporções somente vistas, na última vez, quando da gripe espanhola, a Influenza, que atingiu a humanidade entre 1918 e 1920, deixando entre cerca de 50 milhões de mortos em dezenas de países. A pandemia da Covid-19 agora está matando pessoas na China, no Japão, na Europa, nos Estados Unidos e também na América Latina, na qual o Brasil, para tristeza nossa, lidera com folga as infecções e as mortes, servindo de paliativo aos milhares de brasileiros que se recuperaram em meio à doença, após tratamento hospitalar.
Aí reside a dificuldade paralela: eis que muitos hospitais não estavam convenientemente preparados para enfrentar a quantidade de doentes que a eles acorreram simultaneamente. É claro que não se tem como estar preparado integralmente para algo absolutamente fora dos padrões, das médias das internações hospitalares em todo o País.
Posto à prova de maneira superlativa, o Sistema Único de Saúde (SUS) foi a barreira colocada entre os pacientes infectados e a vala, quase sempre comum, dos cemitérios com sepulturas em número nunca registrado. Público, o SUS fez e continua praticando um bom trabalho, com suas equipes médicas e auxiliares atendendo tantas pessoas. Correram o risco pessoal, que ainda têm, de acabarem tendo que se internar, como ocorreu com centenas deles, atacados pelo coronavírus.
As dificuldades de materiais, os respiradores, os equipamentos de proteção individual (EPI) e os medicamentos, logo escancaram as dificuldades, pois doações foram feitas por empresas e pessoas físicas para minimizar o problema. Não se pode programar recursos em todas as áreas, inclusive de pessoal, para uma situação como esta da Covid-19 atacando simultaneamente em diversas cidades, lotando hospitais e requerendo a quantidades enormes de leitos em Unidades de Tratamento Intensivo (UTIs).
Nelas, o pessoal que trabalha tem que ter orientação e preparação anterior específica, o que não é algo fácil, não nas quantidades requeridas pela pandemia que assolou todo o Brasil.
Quando ainda se discute a validade, ou não, da cloroquina no combate ao grande mal destes primeiros 20 anos do século, fica a certeza de que hospitais do SUS, e também os particulares, terão que manter mais respiradores mecânicos, ampliar os leitos de UTI e aumentar as equipes treinadas seguidamente para as emergências com vírus.
Pandemias já aterrorizaram antes, continuam a existir e, infelizmente, mas quase certo, voltarão a atacar a humanidade. Queira Deus não seja tão cedo.
 
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