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Alterada em 21/05 às 03h00min

Emprego é dignidade

Tenente-Coronel Zucco
Abrir e manter uma empresa no Brasil é um desafio inimaginável para estrangeiros que aportam em nosso País. Não bastasse a burocracia, os elevados tributos e a legislação periodicamente alterada, o evento da pandemia impôs novas provações. Homens e mulheres que arriscam todo patrimônio de uma vida inteira para gerar emprego, renda e tributos são confrontados com um desafio inédito resultante da crise da Covid-19. A paralisação total das atividades produtivas por quase dois meses, sem qualquer aviso prévio, exige resiliência inesgotável.
Abrir e manter uma empresa no Brasil é um desafio inimaginável para estrangeiros que aportam em nosso País. Não bastasse a burocracia, os elevados tributos e a legislação periodicamente alterada, o evento da pandemia impôs novas provações. Homens e mulheres que arriscam todo patrimônio de uma vida inteira para gerar emprego, renda e tributos são confrontados com um desafio inédito resultante da crise da Covid-19. A paralisação total das atividades produtivas por quase dois meses, sem qualquer aviso prévio, exige resiliência inesgotável.
Os micros, pequenos e médios empreendedores mantêm uma relação pessoal com seus funcionários. A rotina dos pequenos negócios é permeada por contatos pessoais com clientes e colaboradores, criando-se um forte vínculo. Esta identidade foi abalada pela incerteza da queda das vendas em contraponto às despesas fixas que se mantêm. Como manter empregos sem vendas ou produção?
Se, no RS, temos um panorama animador da doença a partir das medidas sanitárias adotadas, no campo econômico, a situação é mais grave do que em outros estados. A estiagem castiga severamente sete entre 10 municípios ferindo de morte o setor agropecuário, atividade tradicional que impacta não apenas no campo, mas nos negócios urbanos no Interior.
A reabertura gradual e responsável da atividade produtiva é benéfica, mas tardia. Os efeitos se prolongarão por muito mais tempo com consequências inimagináveis. A Fundação Getulio Vargas calcula que a crise poderá gerar até 12 milhões de novos desempregados. Especialistas preveem o recrudescimento dos casos de depressão, ansiedade, suicídio e até da violência em decorrência do fechamento de vagas de trabalho e o consequente aumento miséria.
Esses heróis passam noites em claro e acordam ainda no escuro para sobreviver. O governo federal tem sido parceiro através do auxílio emergencial, mas é uma ajuda por três meses. Além disso, anuncia-se a liberação de financiamento a pequenas empresas, mas não haverá recursos suficientes para socorrer a todos durante muito tempo. É preciso prestar solidariedade àqueles que arriscam tudo para gerar trabalho. Emprego é sinônimo de dignidade humana. Valorizar a economia local, prestigiar os empreendedores e fortalecer as entidades representativas é nossa obrigação. Para salvar vidas e empregos.
Deputado estadual (PSL)
 
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