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Alterada em 15/05 às 16h46min

Ministro do STF ameaça generais com palmadas

Paulo Ricardo da Rocha Paiva
Eis que sua excelência, o ministro do Supremo Tribunal José Celso de Mello Filho, formado pela Universidade de São Paulo/USP, useiro e vezeiro dos votos longos e didáticos nas sessões da Suprema Corte, resolveu, com aqueles seus ares de “professor de Deus” que sempre o marcaram na magistratura jurídica, ameaçar, por “condução coercitiva ou debaixo de vara” a, nada mais nada menos, do que três oficiais-generais de quatro estrelas, estes forjados na Academia Militar das Agulhas Negras/AMAN. Mais uma vez, em evidência, o tradicional duelo entre a formação liberal de ideário progressista e a formação castrense de acendrado viés marcial.
Eis que sua excelência, o ministro do Supremo Tribunal José Celso de Mello Filho, formado pela Universidade de São Paulo/USP, useiro e vezeiro dos votos longos e didáticos nas sessões da Suprema Corte, resolveu, com aqueles seus ares de “professor de Deus” que sempre o marcaram na magistratura jurídica, ameaçar, por “condução coercitiva ou debaixo de vara” a, nada mais nada menos, do que três oficiais-generais de quatro estrelas, estes forjados na Academia Militar das Agulhas Negras/AMAN. Mais uma vez, em evidência, o tradicional duelo entre a formação liberal de ideário progressista e a formação castrense de acendrado viés marcial.
O “divino mestre togado”, já faz algum tempo, tem se referido aos militares nas suas preleções forenses de forma desairosa, emitindo opiniões injuriosas, com palavras ofensivas, no diapasão grosseiro, nada condizentes com seu status de decano naquele colegiado que, infelizmente, salvo um ou outro de seus integrantes, só tem sido motivo para críticas, impropérios e maldizer pela maior parte da opinião pública nacional, tiranicamente decepcionada nos dias atuais com aquele plenário inócuo de juristas e magistrados. Em verdade, está a faltar o traquejo, a elegância, o insubstituível "savoir-faire" de quem deveria primar por esses paradigmas diferenciais.
Excelentíssimo senhor ministro Celso de Mello, vossa excelência foi galardoado com o seu significativo e letrado diploma de bacharel em Direito no ano de 1969, por coincidência, o mesmo ano em que fui cingido com a espada viril e invicta de oficial do Exército Brasileiro. Não, em absoluto, não vejo nenhum juízo de valor maior ou menor nas duas credenciais, ambas merecendo, nas suas justas medidas, o mesmo grau de respeito e consideração. Portanto, excelência, guarde para si o mau humor de suas noites mal dormidas. Afinal de contas, o exercício de vossa suprema magistratura, assim como o de todos os seus demais colegas togados, se deve a uma decisão tomada, em última instância, por um marechal do exército que não deve nada aos senhores, "intocáveis mestres do Divino" em termos de capacidade profissional, mas que, “data venia”, os supera à larga quando no confronto do patriotismo e da grandeza de caráter.
Coronel de Infantaria e Estado-Maior
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