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Porto Alegre, terça-feira, 21 de julho de 2020.

Jornal do Comércio

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Opinião

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Artigo

- Publicada em 20h37min, 27/03/2020. Atualizada em 20h37min, 27/03/2020.

Controle de preços é o melhor caminho em crises?

Giuseppe Riesgo
A cena não é propriamente uma novidade: algum tipo de calamidade ocorre, a demanda por determinados tipos de bens ou serviços aumentam e, consequentemente, estes ficam mais caros. Em temporais é assim, em furacões também e, numa pandemia com a atual, não seria diferente.
A cena não é propriamente uma novidade: algum tipo de calamidade ocorre, a demanda por determinados tipos de bens ou serviços aumentam e, consequentemente, estes ficam mais caros. Em temporais é assim, em furacões também e, numa pandemia com a atual, não seria diferente.
Quando este tipo de situação acontece, a primeira solução encontrada passa por algum tipo de ação estatal: ou controle de preços ou mesmo confisco e fechamento de estabelecimentos que estariam praticando tais atos abusivos. Este é justamente o tipo de medida baseada em senso comum que parece simples e bonita, mas na verdade é ineficaz, irresponsável e condena todos a prateleiras vazias e escassez. Não podemos medir uma determinada política pública pela sua intenção, mas sim pela sua consequência. O controle de preços pode parecer uma boa ideia. No entanto, o principal resultado quer iremos observar é a falta de produtos.
Então o mercado é perfeito? Não! É claro que, sendo formado por seres humanos, o mercado não é um mecanismo perfeito. Nós também não somos. Em um caso como este surgirão produtores que tentarão levar algum tipo de vantagem. É o chamado comportamento oportunista. Estes produtores e vendedores podem aumentar o seu preço mais do que o necessário, para obter ganhos maiores.
Porém, uma ação de controle de preços por parte dos governantes afetará negativamente a todo o mercado, e não apenas aqueles poucos oportunistas. Ao decidir arbitrariamente o limite de preços, todos os ofertantes são prejudicados, pois já não recebem a informação correta sobre quanto produzir. Com preços limitados, a produção também fica restrita, e em um momento de tanta procura, o produto tende a faltar. Em crises como essa, inclusive, temos empresas que se comportam exatamente o contrário: estão doando produtos e fazendo investimentos no sistema de saúde. Já o controle de preços prejudica toda a economia por muito mais tempo, em uma sanha de solucionar artificialmente uma questão que seria resolvida naturalmente. A liberdade econômica ainda é a melhor forma para encararmos, de forma mais eficiente e solidária, a crise sanitária que vivemos. Não podemos deixar que casos específicos de oportunismo e ações populistas e irresponsáveis de governantes prejudiquem todo o mercado e, consequentemente, a população.
Deputado estadual (Novo)
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