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27/03/2020 - 19h41min. Alterada em 27/03 às 19h41min

A lição e os desafios de um Brasil infectado

Rodrigo Massulo
Rodrigo Massulo
A pandemia do coronavírus traz algumas reflexões sobre o Brasil. Os resultados nefastos da contaminação têm deixado a população assustada. São mais de 15 mil mortos espalhados em vários países, e o Brasil tem vivido de perto o terror que há poucos dias assistia somente pela TV.
Embora a taxa de letalidade ainda esteja baixa se comparada a outras nações, não há como não se preocupar com a saúde coletiva, o bem mais precioso, e também com os efeitos econômicos a curto e a longo prazo. Especialistas projetam que os atuais 13 milhões de desempregados podem saltar para 30, quiçá 40 milhões. O que fazer diante deste cenário incerto?
Na saúde, preocupação maior, se faz necessária a medida mais falada nos últimos tempos, isolamento social, especialmente daqueles que estão nos grupos de risco. O Brasil precisa, além desta reclusão temporária, fazer testes rápidos em massa para isolar o maior número de infectados possíveis e evitar ainda mais o alastramento do vírus, que se espalha como rastilho de pólvora. O governo federal chegou a anunciar que considerável quantia de testes rápidos seriam feitos até o fim deste mês. Não vai resolver, mas vai ajudar a controlar e isolar.
Na esfera econômica, todo cuidado é pouco: o afastamento social, que é medida importante, não pode paralisar o Brasil por longo período de tempo. O estrangulamento da atividade produtiva pode representar mais um colapso nacional, que levará anos para se curar. É urgente encontrar o equilíbrio entre a "parada" e a produção. Equação difícil. Talvez, um dos maiores desafios do momento.
O coronavírus tem desnudado a realidade da saúde brasileira, e essa reflexão talvez seja a lição que essa "guerra sanitária" deixará: um País que não tem preparo para atender sua gente de forma digna é um País que precisa repensar suas práticas, especialmente as políticas. Uma nação que não tem capacidade de atender seus cidadãos não pode financiar, com recursos públicos, um porto na ditadura cubana ao valor de US$ 682 milhões. Não pode utilizar R$ 2 bilhões de recursos do cidadão para financiar campanhas políticas.
É hora de construção de um novo Brasil!
Vereador (PP) de Santo Antônio da Patrulha/RS
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