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Porto Alegre, terça-feira, 21 de julho de 2020.

Jornal do Comércio

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- Publicada em 03h00min, 27/03/2020. Atualizada em 03h00min, 27/03/2020.

Salvar vidas e preservar a economia

Dagoberto Lima Godoy
Há dias, ponderei a amigos que, após as medidas drásticas necessárias para conscientizar as pessoas do enorme perigo e atenuar a velocidade do contágio, já deveríamos ter um conhecimento mais objetivo do impacto na saúde pública e uma avaliação dos danos que a paralisação da economia produtiva causará. Então, uma administração ponderada da crise deveria seguir e manter algumas linhas mestras: a) centralização federal das determinações oficiais, evitando os excessos e desacertos regionais; b) priorização do aparelhamento hospitalar para tratamento intensivo, tendo em vista um temível colapso do sistema de saúde; c) conscientização e apoio às famílias e aos serviços de assistência aos idosos, para que os mantenham em quarentena rigorosa; d) retomada progressiva das atividades gerais, sem nenhum afrouxamento das práticas preventivas.
Há dias, ponderei a amigos que, após as medidas drásticas necessárias para conscientizar as pessoas do enorme perigo e atenuar a velocidade do contágio, já deveríamos ter um conhecimento mais objetivo do impacto na saúde pública e uma avaliação dos danos que a paralisação da economia produtiva causará. Então, uma administração ponderada da crise deveria seguir e manter algumas linhas mestras: a) centralização federal das determinações oficiais, evitando os excessos e desacertos regionais; b) priorização do aparelhamento hospitalar para tratamento intensivo, tendo em vista um temível colapso do sistema de saúde; c) conscientização e apoio às famílias e aos serviços de assistência aos idosos, para que os mantenham em quarentena rigorosa; d) retomada progressiva das atividades gerais, sem nenhum afrouxamento das práticas preventivas.
Agora, leio que epidemiologistas dos Estados Unidos, como o Dr. David Katz, da Universidade de Yale, apontam na mesma direção (brasiljournal.com). Para esse especialista, são três os objetivos fundamentais: salvar tantas vidas quanto possível; garantir que o sistema de saúde não entre em colapso; e evitar a destruição da economia. Nessa linha, ele propõe "proteger e isolar os que correm maior risco de morrer ou sofrer danos de longo prazo isto é, os idosos, pessoas com doenças crônicas e com baixa imunidade e tratar o resto da sociedade basicamente da mesma forma que sempre lidamos com ameaças mais familiares, como a gripe". Vejo que ele detalha ou complementa o que vem sendo apregoado por outro renomado especialista, o deputado médico Osmar Terra.
Entretanto, é indispensável que a comunidade corresponda, à altura, ao formidável trabalho dos nossos irmãos profissionais da saúde, que arriscam suas próprias vidas para protegerem as nossas. Isso requer que, não só sejam cumpridas rigorosamente as diretrizes de prevenção, como se dê a eles (e elas) um apoio concreto. Há exemplos a seguir, como o de empresários de Porto Alegre e Bento Gonçalves, entre outros, que levantam recursos financeiros para melhor aparelhar hospitais. Só juntos venceremos o terrível vírus.
Presidente do Conselho Superior da Câmara da Indústria e Comércio de Caxias do Sul
 
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