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Edição impressa de 27/03/2020. Alterada em 27/03 às 03h00min

Marcas podem aprender com as crises

Paulo Afonso Pereira
O segmento empresarial brasileiro já passou por diversos momentos difíceis. Recessões, mudanças de planos econômicos e tantas outras adversidades que foi possível, ao menos, aprendermos algumas lições com elas. Entre os aprendizados, o relacionamento transparente com o cliente, o respeito mútuo, o entendimento das necessidades de ambos e, principalmente, o entendimento de que as relações são para todas as horas.
O segmento empresarial brasileiro já passou por diversos momentos difíceis. Recessões, mudanças de planos econômicos e tantas outras adversidades que foi possível, ao menos, aprendermos algumas lições com elas. Entre os aprendizados, o relacionamento transparente com o cliente, o respeito mútuo, o entendimento das necessidades de ambos e, principalmente, o entendimento de que as relações são para todas as horas.
A pandemia de coronavírus que assola o mundo inteiro de maneira inédita na história é um novo capítulo desta possibilidade de aprendizados para o segmento corporativo. A situação que vivemos atualmente está fazendo com que as empresas, em sua maioria, tenham que enfrentar o desafio de se adaptarem ao novo cenário, manterem suas estruturas e, ao mesmo tempo, continuarem as atividades através de caminhos alternativos.
As empresas que investiram no relacionamento com seus clientes, aquelas que souberam solidificar essa relação, terão como consequência positiva um menor impacto em seus negócios. Estudos mostram que o comportamento do consumidor aponta para a diminuição de suas experimentações em situações adversas, focando em mercados que têm mais certeza que irão suprir suas necessidades e em marcas nas quais possuem maior confiança.
Uma marca forte tende a aumentar a lealdade e o nível de relacionamento com os consumidores, criando laços difíceis de serem quebrados em situações adversas. Trata-se de entender o papel único que a marca desempenha na vida das pessoas, como isso mudou e de que forma pode ajudar ou ser útil durante esse momento delicado. Além disso, também significa encontrar espaço para liderar pelo exemplo e fazer a coisa certa onde faz sentido para o seu negócio.
Precisamos pensar no agora, mas também no amanhã e a longo prazo, uma vez que essa situação é passageira. Uma coisa é certa: o que vem por aí vai exigir muito mais do que está sendo agora. A criatividade, o relacionamento, a flexibilidade e, acima de tudo, o diálogo entre empresário e cliente será o elo de sustentação para o reequilíbrio da economia.
Talvez o grande aprendizado desde momento novo e sem igual que estamos vivendo é que precisamos, definitivamente, estar pensando e agindo constantemente no bem de todos, como empresa, como patrão, empregado ou sociedade. Só assim manteremos a cadeia produtiva funcionando para todos.
Presidente da Associação Comercial de Porto Alegre
 
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