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Opinião

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Editorial

Edição impressa de 27/03/2020. Alterada em 27/03 às 03h00min

Procurar o equilíbrio entre a saúde e a economia

O que está em discussão após o pronunciamento do presidente Jair Bolsonaro é se o foco deve ser a manutenção do isolamento social por conta do coronavírus ou se devem os governantes pensar nas consequências econômicas com o fechamento do comércio não essencial e também indústrias. Pequenos comerciantes, empresários e prestadores de serviços estão sendo diretamente prejudicados pela crise, tendo muitos deles que fechar as portas, gerando desemprego.
O que está em discussão após o pronunciamento do presidente Jair Bolsonaro é se o foco deve ser a manutenção do isolamento social por conta do coronavírus ou se devem os governantes pensar nas consequências econômicas com o fechamento do comércio não essencial e também indústrias. Pequenos comerciantes, empresários e prestadores de serviços estão sendo diretamente prejudicados pela crise, tendo muitos deles que fechar as portas, gerando desemprego.
Não se trata de fazer uma opção pela economia em detrimento da proteção da saúde. O que se alerta é que o fechamento de amplos setores produtivos, arrecadadores de tributos como Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), estadual mas com grande fatia para os municípios, além do Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza (ISSQN), municipal, trará falta de verbas em dois ou três meses, se tanto, talvez já em abril.
Mesmo que muitos concordem com o discurso do presidente, a maioria criticou a forma. A preocupação é que haverá sobressalto quando a economia desabar pós-crise. Um clima de instabilidade, sem que isso afete o coronavírus, o pior de tudo.
Sabemos que a virtude está no equilíbrio das posições, no meio. O grande problema é encontrar o ponto de equilíbrio entre o confinamento necessário para idosos e mesmo com a moléstia atingindo também moços, e a manutenção da atividade econômica. Nosso Brasil é um continente, existindo diferentes realidades no País. Certos governadores e prefeitos não estão vendo o dia após, quando a economia do País implodir, conforme previsto. O foco, acertadamente, está na estrutura médico-hospitalar para dar assistência aos infectados pelo coronavírus, com a recomendação básica de que devem todos, na medida do possível, ficar em casa, principalmente aqueles com 60 anos ou mais, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS).
Enfim, como a situação é inédita quanto ao isolamento domiciliar, não haverá decisão perfeita porque não tem como resolver esse tipo de problema sem causar dano colateral. Então, nem uma gripe comum, nem uma catástrofe. Reconhece-se que a situação é complexa. Se o remédio em busca da saúde da população - o que importa sobretudo -, for muito forte, acaba com o vírus, mas acaba matando o paciente também. O que não se quer mais é o jogo do confronto político-eleitoral. Ele é absolutamente negativo e desnecessário, neste momento.
 
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