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Porto Alegre, terça-feira, 21 de julho de 2020.

Jornal do Comércio

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- Publicada em 03h00min, 26/03/2020. Atualizada em 16h38min, 26/03/2020.

A lucidez do tempo

Ricardo Breier
O tempo é de incertezas. A pandemia da Covid-19 descortinou uma realidade nunca antes vivenciada pela atual geração. Não só no Brasil. Os reflexos são por todo o planeta. Estamos sendo testemunhas oculares de um fenômeno que isola famílias, fecha empresas, gera depressão, provoca milhares de mortes, cria conflitos de teorias entre especialistas. E tudo isso numa corrida alucinante em que os minutos se transformam em segundos, tamanha a velocidade com que as mudanças ocorrem.
O tempo é de incertezas. A pandemia da Covid-19 descortinou uma realidade nunca antes vivenciada pela atual geração. Não só no Brasil. Os reflexos são por todo o planeta. Estamos sendo testemunhas oculares de um fenômeno que isola famílias, fecha empresas, gera depressão, provoca milhares de mortes, cria conflitos de teorias entre especialistas. E tudo isso numa corrida alucinante em que os minutos se transformam em segundos, tamanha a velocidade com que as mudanças ocorrem.
O Brasil precisa aprender com os episódios de outros países. Desde a China (onde tudo começou), passando por muitos países europeus (se transformando no centro da pandemia), até os Estados Unidos (que também é uma espécie de continente), cada um agiu dentro de um tempo que julgava adequado. E, com diferentes estratégias e timings, os resultados também foram mais ou menos óbitos, numa triste escalada de falecimentos pelo mundo.
Duas palavras devem nortear esse momento: equilíbrio e lucidez. Não é fácil. Reconheço a complexidade exatamente pela escassez do tempo. Mas é isso que deve prevalecer. Nosso País precisa pagar para não ver. Como não temos certeza do impacto da pandemia em nosso sistema de saúde - e dos riscos de mergulharmos nossos superlotados hospitais num ambiente ainda mais caótico -, o tempo atual é para frear e contar a proliferação do vírus.
Por isso, a campanha FiqueEmCasa faz sentido. Não se tem certeza dos impactos posteriores e, mais uma vez, só o tempo para comprovar se os caminhos seguidos foram os mais ajustados. Os indicativos apontam que a mobilização no RS está sendo mais bem sucedida do que em estados do centro do País. Então, o tempo é de isolamento social.
Buscando o equilíbrio e tendo o tempo a nosso favor, será o momento da lucidez. De saber decidir a hora certa do recolhimento ir cessando. Da normalidade ser retomada gradativamente. Mas, para isso, será preciso serenidade, fundamentação médica e capacidade de compreender que precisamos voltar a mover com força a roda da economia para minimizar impactos no desemprego e violência.
A bolsa de valores caiu mais de 40%, mas o empresário Abílio Diniz já confirmou que o mercado vai se recuperar, porém precisa de paciência. Ou seja, dar tempo ao tempo. A Sociedade Brasileira de Infectologia divulgou nota nesta semana afirmando: "Ficar em casa é a resposta mais adequada para a maioria das cidades brasileiras neste momento, principalmente as mais populosas". Neste momento, é deixar o tempo fazer o seu papel.
Presidente da OAB-RS
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