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Porto Alegre, sexta-feira, 20 de março de 2020.
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Alterada em 20/03 às 03h00min

Água é vida!

Sabrina Borges Portela
No dia 22 de março, comemoramos o dia de um bem primordial e vital para todos os seres vivos que habitam esse planeta, ou seja, a "água". Ela é imprescritível, foi através dela que surgiu à vida na Terra, com o aparecimento dos primeiros microrganismos simples que foram gradativamente evoluindo, até chegar essa grande variabilidade biológica que contempla nossos ecossistemas.
No dia 22 de março, comemoramos o dia de um bem primordial e vital para todos os seres vivos que habitam esse planeta, ou seja, a "água". Ela é imprescritível, foi através dela que surgiu à vida na Terra, com o aparecimento dos primeiros microrganismos simples que foram gradativamente evoluindo, até chegar essa grande variabilidade biológica que contempla nossos ecossistemas.
O bebê, quando em formação no ventre de sua mãe, também está envolto em uma bolsa amniótica que protege de choques mecânicos e térmicos. Entre outras funções, esse líquido é constituído predominante por água e outras substâncias. A água não é apenas importante, mas indispensável para a vida humana, representando cerca de 60% do peso de um adulto. Nos bebês, a proporção é ainda maior, em torno de 70%.
Os humanos conseguem ficar cerca de três dias sem beber água. No entanto, o organismo sofre muitas consequências como desidratação (quando não há líquido suficiente no corpo), os neurônios (células do cérebro) começam a morrer, perde-se a consciência e, em pouco tempo, todos os órgãos param de funcionar.
Apesar de todos esses valores e muitos outros que podemos pontuar sobre a importância primordial deste líquido precioso, a água é pouco conservada e valorizada pela população. Vivemos em um país privilegiado, sozinhos temos cerca de 12% do total mundial de água. Mas, pela ação antrópica, já entramos num ciclo de escassez por ocasião na região Sudeste. Entretanto, se não houver consumo consciente e equilibrado desse recurso, pode vir atingir as demais regiões.
A contaminação das águas por esgotos domésticos e resíduos industriais é uma das principais causas de poluição dos nossos afluentes. Os dejetos são jogados diretamente nas águas, sem nenhum tipo de tratamento. Segundo dados da Companhia Riograndense de Saneamento (Corsan), menos de 12% do esgoto no Rio Grande do Sul são tratados, índice baixíssimo. Os poluidores em massa vão apodrecer os mananciais do Estado, fragilizando a própria saúde e comprometendo a saúde de quem as consomem.
Creio que o poder público tem sua responsabilidade com a conservação e a manutenção dos mananciais, mas a colaboração e o engajamento de cada cidadão é parte essencial para que possamos juntos buscar os mesmos objetivos, preservar usando de forma adequada e sustentável. Se cada cidadão fizer a sua parte, teremos a possibilidade de zelar pelo maior patrimônio da humanidade.
Bióloga e professora
 
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