Comentar

Seu comentário está sujeito a moderação. Não serão aceitos comentários com ofensas pessoais, bem como usar o espaço para divulgar produtos, sites e serviços. Para sua segurança serão bloqueados comentários com números de telefone e e-mail.

500 caracteres restantes
Corrigir

Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.

Porto Alegre, quarta-feira, 18 de março de 2020.

Jornal do Comércio

Opinião

CORRIGIR

Editorial

Edição impressa de 18/03/2020. Alterada em 18/03 às 03h00min

Além da saúde, coronavírus afeta economia

Um pacote de R$ 147,3 bilhões para atenuar o impacto econômico do coronavírus (Covid-19) foi anunciado pelo Ministério da Economia. No entanto, a expectativa do Produto Interno Bruto (PIB) para 2020 já caiu para menos de 2%. É a infecção do coronavírus chegando à economia nacional, justamente quando havia sinais, mesmo que tênues, de uma recuperação econômica no Brasil.
Um pacote de R$ 147,3 bilhões para atenuar o impacto econômico do coronavírus (Covid-19) foi anunciado pelo Ministério da Economia. No entanto, a expectativa do Produto Interno Bruto (PIB) para 2020 já caiu para menos de 2%. É a infecção do coronavírus chegando à economia nacional, justamente quando havia sinais, mesmo que tênues, de uma recuperação econômica no Brasil.
Uma Porto Alegre com muito menos movimento, sem escolas, com milhares seguindo a recomendação do resguardo domiciliar, recebeu as notícias das medidas dos governos federal, estadual e municipal.
Pouco movimento nas ruas, muita gente operando no chamado home office, ou seja, trabalhando em casa e enviando para suas empresas os dados pelos quais são responsáveis, uma situação inusitada na Capital.
Os mais idosos lembram que seus avós falavam sobre a Gripe Espanhola, a Influenza, que chegou até Porto Alegre em 1918, matando muitas pessoas, inclusive médicos da então Assistência Municipal, que funcionava junto ao prédio da prefeitura, na Praça Montevidéu. No entanto, o que o mundo aguarda com ansiedade é a descoberta ou a manipulação ambulatorial que aponte uma vacina contra o Covid-19.
Aliando-se ao combate contra uma recessão econômica mais do que indesejável, o Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou medidas para facilitar a renegociação em empréstimos por família e empresas, além de ampliar o crédito do sistema financeiro. Da mesma forma, o 13º salário de aposentados e pensionistas da Previdência Social (INSS) foi antecipado para abril e maio. Não resolverá todos os problemas advindos da repercussão na economia que o coronavírus já está mostrando. Mas sempre é medida atenuante.
O que interessa a todos, agora, é o resguardo e a adoção de medidas contra a pandemia, que está atacando desde comunidade pobre do Rio de Janeiro, até vários integrantes da comitiva presidencial que esteve, há dias, em Miami, nos Estados Unidos.
Para nós, brasileiros, fica o amargo sentimento de que a moléstia veio se sobrepor às enormes dificuldades socioeconômicas pelas quais o País vem passando, com milhões de desempregados e, como dito, com uma ainda fraca recuperação.
O que importa, mesmo assim, é que sigamos as recomendações das autoridades da saúde, a fim de minimizar e retardar a disseminação do coronavírus, permitindo que afete menos brasileiros.
 
CORRIGIR