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Porto Alegre, terça-feira, 21 de julho de 2020.

Jornal do Comércio

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Opinião

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Artigo

- Publicada em 15h20min, 11/03/2020. Atualizada em 15h34min, 11/03/2020.

E se os vereadores baixassem o valor da passagem?

Léo Ustárroz
O velho e desgastado filme sobre o reajuste das passagens do transporte coletivo municipal está em cartaz novamente. Todos os anos, a mesma ladainha. A novidade de 2020, foi a declaração de intenção do prefeito de baixar o preço cobrado do usuário para dois reais. Achei uma ótima ideia, melhor seria se fosse de graça para o usuário, como já é em Tallinn, capital da Estônia, desde 2013, e Luxemburgo, desde 2019. O problema é que a maneira de apresentar o projeto, sem prévia negociação ou anúncio, contaminou os objetivos. Até os partidos da base de apoio do prefeito espernearam.
O velho e desgastado filme sobre o reajuste das passagens do transporte coletivo municipal está em cartaz novamente. Todos os anos, a mesma ladainha. A novidade de 2020, foi a declaração de intenção do prefeito de baixar o preço cobrado do usuário para dois reais. Achei uma ótima ideia, melhor seria se fosse de graça para o usuário, como já é em Tallinn, capital da Estônia, desde 2013, e Luxemburgo, desde 2019. O problema é que a maneira de apresentar o projeto, sem prévia negociação ou anúncio, contaminou os objetivos. Até os partidos da base de apoio do prefeito espernearam.
Os nobres edis, não perderam a oportunidade de colocar interesses pessoais e partidários acima do bem comum, ainda mais em ano de eleição. Todos contra o prefeito. A rejeição uniu os vereadores, que se rearranjaram em vários grupos: os que não gostaram da apresentação surpresa, os que não concordam com a forma de custeio proposta; os que entendem que o preço é, e sempre será, resultado da ganância dos empresários; os que não querem dar munição ao prefeito em ano de eleição; e, sempre há, os que são contra e ponto. Bem assim!
Até aí, é o que mais temos visto, dia a dia, parece que é essa a normalidade. O que não seria normal, embora altamente desejável, e até surpreendente, seria a Câmara Municipal abraçar essa ideia que beneficiaria o cidadão porto-alegrense, deixar de lado as propostas do Executivo, e assumir o protagonismo desse projeto, indicando com criatividade e responsabilidade as fontes dos recursos para desonerar o trabalhador que perde 2-3 horas por dia em locomoção e gasta 10% do salário no transporte. De inhapa, dá um gás para o transporte público se recuperar, e trazer de volta as milhões de viagens perdidas nos últimos anos. Mais viagens, mais ônibus, mais rotas, menos carros, menos poluição, menos doenças respiratórias e assim por diante.
Não acredito que algum vereador, eleito pelo povo para representá-lo, rejeitasse abraçar essa causa, independentemente da posição de seu partido no espectro ideológico.
Empresário
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