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Porto Alegre, segunda-feira, 17 de fevereiro de 2020.

Jornal do Comércio

Opinião

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Artigo

17/02/2020 - 16h08min. Alterada em 17/02 às 16h53min

A nova pedida do momento: produto como serviço

Liciane Andreatta
O conceito as a service significa disponibilizar algo como serviço por meio da computação em nuvem. É uma transição que muitas empresas estão fazendo em seu modelo de negócio. Em vez de oferecer um produto, passam a oferecê-lo como um serviço. Esse conceito também traz um novo modelo de consumo, que é mais flexível e barato. A dinâmica de compra perde espaço para o consumo feito por meio de pacotes do que o cliente necessita, ou seja, sob demanda. Uma pesquisa feita pela consultoria global McKinsey apontou o declínio do mercado de produtos e a ascensão do comércio de serviços, indo além da indústria de software e expandindo para diversos setores.
O conceito as a service significa disponibilizar algo como serviço por meio da computação em nuvem. É uma transição que muitas empresas estão fazendo em seu modelo de negócio. Em vez de oferecer um produto, passam a oferecê-lo como um serviço. Esse conceito também traz um novo modelo de consumo, que é mais flexível e barato. A dinâmica de compra perde espaço para o consumo feito por meio de pacotes do que o cliente necessita, ou seja, sob demanda. Uma pesquisa feita pela consultoria global McKinsey apontou o declínio do mercado de produtos e a ascensão do comércio de serviços, indo além da indústria de software e expandindo para diversos setores.
Parece complicado na teoria, mas na prática você provavelmente já está adquirindo várias funcionalidades as a service. Um exemplo é o que aconteceu com a indústria da música. Há 20 anos, quem quisesse ouvir uma música de sua banda favorita precisava comprar um CD. Hoje, plataformas digitais utilizam a tecnologia de nuvem e distribuição para disponibilizar um acervo com milhões de artistas por um pagamento mensal. Como em qualquer segmento, essa mudança é impulsionada não apenas pelas novas tecnologias, mas também pela demanda de consumo atual. A grande vantagem do as a service é que ele permite a escalabilidade e um crescimento rápido. Quando a empresa deixa de ser dona dos ativos e atua como plataforma, ela economiza tempo com produção e distribuição. Ao oferecer o serviço online, consegue chegar a muito mais lugares simultaneamente.
Segundo pesquisa divulgada em 2020 pela Associação Brasileira de Startups, 41,9% das startups brasileiras já focam no SaaS (software as a service). Ou seja, as startups já miram e vislumbram o potencial desse modelo e constroem o seu negócio pensando na possibilidade de oferecer um serviço mais personalizado. No caso da Bcredi, empresa em que atuo, a tecnologia é uma grande aliada nessa fase de desenvolvimento da nossa plataforma de credit as a service, e no objetivo de oferecer uma melhor experiência do cliente. A infraestrutura que idealizamos permitirá desenvolver algoritmos que ajudam na decisão de conceder crédito, atingindo um público que outras instituições não estão olhando. O modelo garante também que qualquer função, processo ou desenvolvimento de tecnologia seja pensado como um serviço – para ser consumido internamente ou vendido, para outras empresas e fintechs.
A maioria das empresas, portanto, acabará assimilando a abordagem as a service, com seus riscos inerentes, mas considerando a evolução da tecnologia e a adaptação dos consumidores, o modelo pode ser o futuro de qualquer negócio.
Diretora de tecnologia da Bcredi/Fintech
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