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Porto Alegre, quarta-feira, 22 de julho de 2020.

Jornal do Comércio

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- Publicada em 03h00min, 18/02/2020. Atualizada em 03h00min, 18/02/2020.

Ciclovias são importantes, nos locais certos

Felipe Brum de Brito Sousa
Lendo algumas notícias, vi que quase R$ 6 milhões devem ser investidos em trechos de ciclovias nas avenidas Ipiranga, Nilo Peçanha, Goethe, João Pessoa e Pernambuco, e nas ruas Voluntários da Pátria, Barros Cassal, Santa Cecília, Félix da Cunha, Mostardeiro etc. Ruas e avenidas de tráfego pesado e complicado. Inclusive algumas dessas vias não estavam presentes no Plano Diretor Cicloviário de 2008. Não é preciso ser especialista em trânsito para perceber que existem ciclovias ociosas na cidade que, por vezes, ocupam largura desproporcional, inclusive em ambos os lados das avenidas, sem necessidade, estrangulando o tráfego de veículos e gerando maiores problemas de congestionamento, poluição e desestímulo do comércio lindeiro que perde suas vagas de estacionamento.
Lendo algumas notícias, vi que quase R$ 6 milhões devem ser investidos em trechos de ciclovias nas avenidas Ipiranga, Nilo Peçanha, Goethe, João Pessoa e Pernambuco, e nas ruas Voluntários da Pátria, Barros Cassal, Santa Cecília, Félix da Cunha, Mostardeiro etc. Ruas e avenidas de tráfego pesado e complicado. Inclusive algumas dessas vias não estavam presentes no Plano Diretor Cicloviário de 2008. Não é preciso ser especialista em trânsito para perceber que existem ciclovias ociosas na cidade que, por vezes, ocupam largura desproporcional, inclusive em ambos os lados das avenidas, sem necessidade, estrangulando o tráfego de veículos e gerando maiores problemas de congestionamento, poluição e desestímulo do comércio lindeiro que perde suas vagas de estacionamento.
Na avenida Nilo Peçanha, por exemplo, existem as primeiras vagas de desembarque em plena via de tráfego arterial. O oposto também ocorre, locais com ciclistas onde não existem ciclovias. Fenômeno semelhante está acontecendo com os novos corredores de ônibus. Esse fato é gerado pela presença de regras técnicas soltas e ausência de conhecimento profundo da atual demanda de deslocamentos. Não sou contra as ciclovias, pelo contrário, sou ciclista também. A questão é que cada ciclovia mal estudada/projetada, além de atrapalhar a fluidez do trânsito, gera custos elevados de construção e manutenção, onerando ainda mais os vazios cofres públicos. Os manuais de trânsito e de ciclovias pelo mundo falam sobre os problemas de segurança e fluidez de implantar ciclovias em locais inadequados. A questão toda está no fato de os hábitos terem mudados na cidade. Por isso, o mais importante, agora, antes de gastar esses R$ 6 milhões de qualquer forma, é fazer a nova pesquisa, ver onde estão concentradas as demandas de deslocamento de bicicletas, para depois, então, priorizar e alocar os recursos. Lembrando que para andar de bicicleta não é preciso uma ciclovia, o CTB garante a preferência do mais fraco no trânsito. Em muitos locais pelo mundo circulam ciclistas em ruas e avenidas sem ciclovias, como em São Francisco, Nova York, Lisboa ou Roma. Não existem ciclovias em todos os locais.
Não é somente questão de aumentar a malha cicloviária de qualquer forma.
Doutor em Engenharia de Transportes
 
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