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Porto Alegre, quarta-feira, 22 de julho de 2020.

Jornal do Comércio

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- Publicada em 03h00min, 06/02/2020. Atualizada em 03h00min, 06/02/2020.

Feriados, R$ 5,65 bilhões perdidos no varejo

Sergio Galbinski
O ano de 2020 vai ter vários feriados em dias úteis a mais que em 2019. Algumas dessas datas festivas caem em terças ou quintas-feiras, possibilitando que muitas atividades sejam paralisadas por mais de um dia, formando um superferiadão. Isso afeta diretamente a economia, em geral, e o comércio, em especial.
O ano de 2020 vai ter vários feriados em dias úteis a mais que em 2019. Algumas dessas datas festivas caem em terças ou quintas-feiras, possibilitando que muitas atividades sejam paralisadas por mais de um dia, formando um superferiadão. Isso afeta diretamente a economia, em geral, e o comércio, em especial.
A perda nas vendas - motivada pelos dias parados para o varejo no Rio Grande do Sul - será de R$ 5,65 bilhões, valor estimado pela assessoria econômica da CDL Porto Alegre.
Um único dia representa, aproximadamente, 4% do faturamento do mês. Se incluirmos os dias agregados em feriadão, a perda é ainda maior. Muito além de apenas o dia parado, os feriadões geram viagens dos nossos clientes para consumir em outros locais.
Como o Rio Grande do Sul não tem turismo tão forte como outros estados, temos uma redução de consumo nestas datas, gerando menos renda, menos trabalho e menos impostos. Os feriados são agradáveis para quem tem o emprego formal, com carteira assinada, e tem esses dias sem trabalhar remunerados com salário fixo no fim do mês.
Como estamos em um novo mundo do trabalho, em que ocorre a transformação do "emprego e renda" em "trabalho e renda", com a uberização da economia e muita criação de pequenas empresas e microempreendedores individuais, mais e mais pessoas vão se dando conta de algo que os lojistas já dizem há muito tempo: que os feriados reduzem a atividade econômica e diminuem o faturamento das empresas.
As vendas programadas podem ser parcialmente compensadas nos dias anteriores e posteriores aos feriados, mas as vendas por impulso, que dependem do fluxo de pessoas, essas não se recuperam.
O varejo sofre com custos fixos, como aluguel e colaboradores, que impactam nos preços finais e comprometem a produtividade. As lojas vendem menos, mas o custo fixo não cai e a perda destes dias compromete o resultado dos varejistas.
Essa quantidade de feriadões é prejudicial para a economia do Rio Grande do Sul, especialmente no ano de 2020, com forte expectativa de retomada de crescimento. Precisamos de mais trabalho, não de mais folga.
Presidente da Associação Gaúcha para Desenvolvimento do Varejo
 
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