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Porto Alegre, quinta-feira, 06 de fevereiro de 2020.
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Edição impressa de 06/02/2020. Alterada em 06/02 às 03h00min

No trânsito, dê sentido à vida

João Carlos Nedel
As rádios de Porto Alegre, todas as manhãs, aumentam sua audiência com as reportagens sobre trânsito, porque esse é um assunto de elevada importância para a população. Recentemente, fiz um cálculo que se uma pessoa perde 40 minutos no trânsito por dia, em 30 anos de trabalho, perderá seis meses de vida trancada no trânsito. Se multiplicarmos pela metade da população de Porto Alegre, que circula diariamente no trânsito, essa população de 700 mil pessoas perderá 350 mil anos de vida presa no trânsito.
As rádios de Porto Alegre, todas as manhãs, aumentam sua audiência com as reportagens sobre trânsito, porque esse é um assunto de elevada importância para a população. Recentemente, fiz um cálculo que se uma pessoa perde 40 minutos no trânsito por dia, em 30 anos de trabalho, perderá seis meses de vida trancada no trânsito. Se multiplicarmos pela metade da população de Porto Alegre, que circula diariamente no trânsito, essa população de 700 mil pessoas perderá 350 mil anos de vida presa no trânsito.
Porto Alegre é uma cidade antiga que está completando 246 anos, de uma época em que praticamente não se usava planejar as cidades, o principal veículo de transporte eram as carroças e os cavalos, e, por isso, as ruas eram estreitas.
Hoje, a cidade continua com a maioria de suas ruas estreitas, e nelas circulam, nos dias úteis, aproximadamente 1 milhão de veículos e 10 mil bicicletas. No entanto, a ideia transpassada é que o governo municipal, através da EPTC, prioriza as bicicletas, construindo várias ciclovias e pouco se vê alargamento de ruas, semáforos inteligentes, avenidas expressas e siga-livres.
Com o estreitamento, ainda maior, das pistas de rolamento com a implantação de ciclovias, a disputa do espaço, entre os demais veículos que circulam em nossas ruas, é cada vez maior, o que ampliará a possibilidade de acidentes.
Sei que as ciclovias são importantes para a mobilidade urbana e, especialmente, para lazer. Porém devem ser muito bem planejadas. A experiência do mau planejamento em Porto Alegre prejudicou as pessoas retirando estacionamentos de prédios, praças públicas, empresas e escritórios. Existem restaurantes que perderam 50% do seu movimento e, por isso, foram obrigados a dispensar funcionários, causando desemprego, e sabemos de casos de fechamento de empresas.
Deixo aqui o meu alerta e o meu protesto. Vão engarrafar mais ainda o nosso trânsito e prejudicar ainda mais as pessoas, que perderão mais tempo presas no trânsito, quando poderiam dar melhor sentido a esse tempo de suas vidas.
Vereador (PP), presidente da Frente Parlamentar para a Melhoria do Trânsito
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