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Porto Alegre, quarta-feira, 22 de julho de 2020.

Jornal do Comércio

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Opinião

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Editorial

- Publicada em 03h00min, 31/01/2020. Atualizada em 03h00min, 31/01/2020.

A devastação causada pelas chuvas no Brasil

Que o clima no mundo tem apresentado mudanças, disso não se pode mais duvidar, mesmo que, vez que outra, ocorram exageros. No caso do Brasil, temos temporais que vêm castigando o estado de Minas Gerais, e já provocaram 55 mortes. As fatalidades ocorreram em 16 cidades, sendo o maior número em Belo Horizonte, com 13 vítimas fatais.
Que o clima no mundo tem apresentado mudanças, disso não se pode mais duvidar, mesmo que, vez que outra, ocorram exageros. No caso do Brasil, temos temporais que vêm castigando o estado de Minas Gerais, e já provocaram 55 mortes. As fatalidades ocorreram em 16 cidades, sendo o maior número em Belo Horizonte, com 13 vítimas fatais.
A principal causa dos óbitos foram situações de desabamento, desmoronamento e soterramento, com 42 casos. Oito pessoas faleceram após serem arrastadas pelas águas, enquanto outros dois episódios ocorreram em razão de afogamentos. Do total, 26 aconteceram na Região Metropolitana de Belo Horizonte e 26, em cidades do interior.
O número de pessoas afetadas subiu de 18.111 para cerca de 34 mil. Já os desalojados totalizam 28.893, enquanto os desabrigados chegaram a 4.397. Os desalojados são as pessoas que tiveram de deixar suas casas, mas que não necessariamente precisam do auxílio do governo. Já os desabrigados são pessoas que perderam seus lares e necessitam de auxílio do poder público.
Mas não foi somente Minas Gerais que sofreu com temporais que fizeram rios transbordarem e subirem até seis metros acima do seu nível normal. No Espírito Santo também ocorreram deslizamentos de encostas, destruindo moradias, e rios transbordaram. Não bastassem os problemas socioeconômicos pelos quais o País vem passando, agora temos que trabalhar, via Defesa Civil, e tentar ajudar, rapidamente, tantas pessoas, geralmente de poucas posses, que perderam tudo. Não têm mais onde morar, sem alimentação, sem condições de locomoção.
É um quadro desolador e faz lembrar que contra a fúria da natureza muito pouco se pode fazer em termos de prevenção, ainda que seja necessário. No entanto, impedir a construção de moradias precárias e outras mesmo sólidas nos barrancos e morros na periferia das cidades ou ao lado de córregos, alguns canalizados, mas que não resistem às enchentes, como temos visto nestes últimos dias.
Até agora, salvo uma ou outra notícia alentadora, o que temos ainda é muito sofrimento social, uma economia em lenta recuperação, ainda que se mantendo.
O Brasil tem sofrido neste ano de 2020 pelas enchentes devastadoras. Nesse caso dos temporais, praticamente não há como evitar problemas os mais diversos. Recomenda-se fazer planos preventivos de evacuação, e alojamentos dos afetados devem ser previstos antes que ocorram enchentes. E que as chuvas deem uma trégua, como deram.
 
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