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Porto Alegre, sexta-feira, 24 de janeiro de 2020.
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Jornal do Comércio

Opinião

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Editorial

Edição impressa de 24/01/2020. Alterada em 24/01 às 03h00min

Mais preparo para realização correta do Enem

O Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) foi uma feliz iniciativa, a qual, na prática, substituiu, em muitos aspectos - inclusive para as universidades particulares -, o vestibular. Durante décadas, jovens do Brasil faziam os chamados cursinhos em horário diferente das aulas curriculares do Clássico, Científico ou do Normal para se preparem a uma cobiçada vaga em universidades públicas e privadas.
O Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) foi uma feliz iniciativa, a qual, na prática, substituiu, em muitos aspectos - inclusive para as universidades particulares -, o vestibular. Durante décadas, jovens do Brasil faziam os chamados cursinhos em horário diferente das aulas curriculares do Clássico, Científico ou do Normal para se preparem a uma cobiçada vaga em universidades públicas e privadas.
Era uma fase de estresse não só para os jovens, como também para suas famílias. Mas, com a chegada do Enem, realizado simultaneamente em todo o País, ele passou a valer para ingresso em universidades públicas e muitas particulares, pagas.
Em complementação, surgiram o Financiamento Estudantil (Fies) e o Sistema de Seleção Unificado (Sisu), para a obtenção de vagas, pagas ou gratuitas, no Ensino Superior. Neste particular, é de se enaltecer as iniciativas dos governos anteriores, que buscaram universalizar o acesso à graduação universitária, o que, antes, a rigor, era quase um privilégio das classes mais abastadas - com as exceções de sempre -, pois elas tinham condições de pagar, como citado, os cursinhos preparatórios aos temidos vestibulares, nos quais somente os bem estudados conseguiam passar. Neste ano, as dificuldades tecnológicas, segundo o Ministério da Educação (MEC), causaram problemas na correção das provas, com a troca de gabaritos e notas mais baixas, como consequência do erro. Cerca de 6 mil estudantes foram prejudicados em um primeiro momento, o que foi, depois, corrigido. Igualmente, as inscrições ao Sisu esbarraram na quantidade de acessos, dificultando a inscrição para milhares de alunos. Assim, o Ministério Público Federal enviou recomendação ao governo para que suspendesse as inscrições no Sisu. O órgão citou também os erros nas notas do Enem.
A tecnologia do MEC ou das empresas por ele contratadas deveria prever uma otimização dos sistemas. A quantidade de alunos ocorre todos os anos no Enem e também no acesso ao Sisu. Dessa maneira, há que se prever acompanhamento e previsão de técnicos para evitar o que aconteceu neste 2020. Alunos estressados, julgando-se, com razão, prejudicados em um primeiro momento, e familiares tensos à espera de soluções. Elas vieram, mas a preocupação foi muito grande por parte dos interessados.
O próprio ministro da Educação veio a público para explicar as dificuldades e afirmando, como aconteceu, que ninguém seria prejudicado. Afirmou que as falhas atingiram um percentual muito pequeno nas provas do Enem, cerca de 0,1% dos estudantes. Que no ano de 2021 sejam tomadas providências antecipadas, para que tais erros tecnológicos não ocorram. É isso que é esperado.
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