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Porto Alegre, terça-feira, 21 de janeiro de 2020.
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Alterada em 21/01 às 22h24min

Eles estão entre nós

Ricardo Breier
Existem alguns comportamentos em nossa sociedade que parecem ter sido esquecidos no passado ou figuram apenas nos livros de história. Com a chegada de novas gerações e a compreensão de que estamos evoluindo individual e coletivamente, se cria o rótulo de que traumas e episódios dramáticos de outrora não vão reaparecer. Um desses comportamentos é o da intolerância. Em diferentes nações, o passar dos anos empilhou guerras, conflitos, agressões e disputas que tiveram início pela incapacidade de povos ou de seus líderes de praticarem a tolerância.
Existem alguns comportamentos em nossa sociedade que parecem ter sido esquecidos no passado ou figuram apenas nos livros de história. Com a chegada de novas gerações e a compreensão de que estamos evoluindo individual e coletivamente, se cria o rótulo de que traumas e episódios dramáticos de outrora não vão reaparecer. Um desses comportamentos é o da intolerância. Em diferentes nações, o passar dos anos empilhou guerras, conflitos, agressões e disputas que tiveram início pela incapacidade de povos ou de seus líderes de praticarem a tolerância.
O ato de aceitar ao próximo com suas características deveria ser algo natural. Se porventura nos causa alguma inquietude, devemos imaginar que nossas posturas também podem causar desconforto em outros. Mesmo assim, as pessoas convivem. É um aceitar, um permitir que se viva dentro de um ambiente de civilidade.
No entanto, com tantos episódios tristes motivados pela intolerância, percebemos que ela está aí, mais presente do que nunca. Os intolerantes estão entre nós. Por vezes mais silenciosos. E isso se explica: estão adormecidos. Mas o que, então, deveria preocupar a sociedade? Os intolerantes são movidos por sinais. Esse adormecer se reflete num despertar a partir de um cenário aparentemente singelo: uma referência. Essa fórmula funciona muitas vezes para ações positivas e atitudes que contagiam para fazer o bem. Mas, infelizmente, se encaixa também no universo dos intolerantes.
Os intolerantes que praticam o ódio, o racismo, o antissemitismo, que cultuam práticas genocidas e autoritárias e que vibram com ditadores sanguinários são potencializados pela força de um modelo, que pode estar no esporte, na política, nas artes, na cultura, nas mídias. Quanto mais visibilidade e capacidade de aglutinar tiver essa referência, maiores as chances de a intolerância crescer.
A tarefa da maior parte da população é ficar atenta. É preciso vigiar, alertar, denunciar. A intolerância está na raiz de históricos conflitos da humanidade. Se ainda não tivemos a maturidade de compreender quanto sofrimento representa um mundo intolerante, devemos seguir ensinando para as próximas gerações que tolerar é o melhor caminho para um mundo com mais respeito e possibilidades saudáveis de convivência.
Seguramente o maior desafio de todos os tempos para nossa civilização é saber conviver, respeitando as diferenças.
Advogado e presidente da OAB/RS
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