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Porto Alegre, sexta-feira, 17 de janeiro de 2020.

Jornal do Comércio

Opinião

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Editorial

Edição impressa de 17/01/2020. Alterada em 17/01 às 03h00min

O impacto do acordo comercial entre China e Estados Unidos

Em uma primeira etapa, chineses e norte-americanos acordaram sobre relações comerciais, as quais estavam em discussão há quase dois anos, entre as duas maiores economias do mundo. Independentemente do resultado, a guerra comercial teve importante papel na reconfiguração do relacionamento entre a China e os Estados Unidos, além dos impactos na economia global.
Em uma primeira etapa, chineses e norte-americanos acordaram sobre relações comerciais, as quais estavam em discussão há quase dois anos, entre as duas maiores economias do mundo. Independentemente do resultado, a guerra comercial teve importante papel na reconfiguração do relacionamento entre a China e os Estados Unidos, além dos impactos na economia global.
Afinal, o que mudou durante quase dois anos de negociações comerciais, que foram uma montanha-russa para os dois países? O presidente dos EUA, Donald Trump, acreditava que travar uma guerra tarifária poderia diminuir o déficit comercial do país com a China. Mesmo que o déficit comercial dos EUA em bens tenha caído desde o início da guerra comercial, ele ainda permanece alto.
Nos 12 meses até novembro de 2019, o déficit diminuiu em US$ 60 bilhões em relação ao ano anterior e ficou em cerca de US$ 360 bilhões. Mas reduzir esse déficit teve um custo: o comércio bilateral deu um grande passo atrás, encolhendo mais de US$ 100 bilhões. Por sua vez, a China retaliou as tarifas impostas por Trump, e os agricultores ianques foram os que mais sofreram.
As exportações agrícolas anuais dos EUA para a China caíram de quase US$ 25 bilhões para menos de US$ 7 bilhões, o valor mais baixo em muito tempo. Mas é improvável que as tarifas agrícolas da China tenham um impacto muito grande para a economia dos Estados Unidos em geral, já que os agricultores representam apenas cerca de 1% da população do país e o governo concedeu subsídios agrícolas para compensar os danos da guerra comercial. 
O investimento chinês baixou de um recorde de US$ 54 bilhões em 2016 para apenas US$ 9,7 bilhões em 2018. No primeiro semestre de 2019, apenas US$ 2,5 bilhões foram investidos nos EUA por empresas chinesas. Os chineses evitaram investir nos EUA, citando preocupações com a tensão comercial, bem como uma triagem mais rigorosa do investimento nos EUA e um controle de capital mais rígido na China. 
Após o acordo comercial assinado entre Pequim e Washington, cerca de US$ 10 bilhões das exportações brasileiras para a China deverão cair, eis que uma das obrigações assinadas pelos dirigentes mandarins é justamente comprar mais produtos agrícolas estadunidenses. Em consequência, o setor agropecuário nacional, em especial o gaúcho com a soja, deve buscar alternativas. É melhor, sempre, prevenir do que remediar.
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