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Porto Alegre, terça-feira, 31 de dezembro de 2019.
Dia de São Silvestre.

Jornal do Comércio

Opinião

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Editorial

Edição impressa de 31/12/2019. Alterada em 31/12 às 03h00min

Foi um ano para sobreviver na economia brasileira

O ano de 2019, no Brasil, foi mesmo paradoxal, com mais notícias desalentadoras do que positivas. Somente no último trimestre alguns dados positivos na economia surgiram. Por isso, é imperioso que se dê a Porto Alegre, ao Rio Grande e ao Brasil todo o esforço que esteja ao nosso alcance. Devemos ter a cólera santa e a ira divina para mudarmos o que está errado. Em nós, em nossa cidade, no Estado e no País.
O ano de 2019, no Brasil, foi mesmo paradoxal, com mais notícias desalentadoras do que positivas. Somente no último trimestre alguns dados positivos na economia surgiram. Por isso, é imperioso que se dê a Porto Alegre, ao Rio Grande e ao Brasil todo o esforço que esteja ao nosso alcance. Devemos ter a cólera santa e a ira divina para mudarmos o que está errado. Em nós, em nossa cidade, no Estado e no País.
Os analistas econômicos tinham a mesma opinião: o ano de 2019 viria com dificuldades, mas com esperança pelo novo governo federal. Entretanto, investimentos não só foram postergados como algumas atividades acabaram fechando as portas, inclusive aqui no Rio Grande do Sul.
Medidas tomadas às pressas pelo governo federal para reverter a avalanche de desempregados, que somam a espantosa soma de 12 milhões de pessoas. No Estado, ações enviadas pelo governo à Assembleia para tentar equilibrar as contas públicas ainda estão à espera de aprovação, ou não.
A necessária, constitucional e fundamental autonomia da Assembleia Legislativa e do Poder Judiciário do Rio Grande do Sul não pode ignorar a falência financeira do Tesouro e ficarem acima da realidade. Um Estado que não consegue pagar em dia o funcionalismo e nem o 13º precisa da solidariedade, sem exceção.
Nas empresas privadas, nos setores que mais empregam mão de obra, admitir um trabalhador tem despesas que, muitas vezes, fazem com que a direção pelo menos adie a iniciativa. Mesmo sem demitir, esta tem sido a tônica no cenário nacional.
Arrumar a casa, como é dito popularmente, é tarefa urgente, no Rio Grande do Sul e no Brasil. Educação, saúde e segurança, áreas descuradas ao longo dos últimos anos, por falta de recursos, caso específico do nosso Estado, necessitam de um novo e acurado olhar.
Sem adesismo gratuito, prega-se a união em prol dos superiores interesses regionais e do País. Se houver uma outra fórmula capaz de nos tirar do atoleiro ético, financeiro e econômico em que chegamos sem um trabalho consciente de todos, que ela seja divulgada.
O que é certo é que passamos do fundo do poço e precisamos estancar a derrocada em que nos encontramos. Quem está pagando o preço não é a classe média alta, nem os ricos brasileiros, mas o povo em geral, com o desemprego, a inadimplência e o desalento.
O Brasil tem que dar certo. Mas, que não tenhamos só lamúrias. Que o novo ano marque o início da recuperação para todos nós. Um Feliz 2020.
 
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