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Porto Alegre, terça-feira, 31 de dezembro de 2019.
Dia de São Silvestre.

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Edição impressa de 31/12/2019. Alterada em 31/12 às 03h00min

Retrospectiva de fim de ano

Montserrat Martins
"Quem não conhece sua história, repete seus erros", verdade inegável dita por Edmund Burke, é o melhor motivo para as Retrospectivas de fim de ano. Um amigo Psicólogo me contou que seus colegas costumavam perguntar "onde eu errei" para não repetir seus erros, e ele decidiu se perguntar "onde eu acertei", para repetir os acertos. "Não se mexe em time que está ganhando", se diz no futebol, que é uma grande metáfora da vida. Quando um time perde, tem que saber porque perdeu - mas quando ganha também tem de saber porque venceu, para seguir no caminho das vitórias. Na minha e na sua vida pessoal também é assim, o futuro depende de uma clara compreensão do que nos faz bem e do que não faz. Nosso cérebro não retém na memória emoções "neutras", que não causem impacto. Apenas as grandes alegrias, os momentos de felicidade, ou os de dor e sofrimento é que ficam gravados mais profundamente. Sabedoria da natureza, são os erros e acertos que nos guiam para a frente. A memória da dor, sobre o que temos de ter medo; a do que é bom, para nos estimular a repetir.
"Quem não conhece sua história, repete seus erros", verdade inegável dita por Edmund Burke, é o melhor motivo para as Retrospectivas de fim de ano. Um amigo Psicólogo me contou que seus colegas costumavam perguntar "onde eu errei" para não repetir seus erros, e ele decidiu se perguntar "onde eu acertei", para repetir os acertos. "Não se mexe em time que está ganhando", se diz no futebol, que é uma grande metáfora da vida. Quando um time perde, tem que saber porque perdeu - mas quando ganha também tem de saber porque venceu, para seguir no caminho das vitórias. Na minha e na sua vida pessoal também é assim, o futuro depende de uma clara compreensão do que nos faz bem e do que não faz. Nosso cérebro não retém na memória emoções "neutras", que não causem impacto. Apenas as grandes alegrias, os momentos de felicidade, ou os de dor e sofrimento é que ficam gravados mais profundamente. Sabedoria da natureza, são os erros e acertos que nos guiam para a frente. A memória da dor, sobre o que temos de ter medo; a do que é bom, para nos estimular a repetir.
Além das experiências individuais, também existem as de casal, as de família, as de grupos sociais e as da sociedade inteira. Os relacionamentos de casal também dependem desses erros e acertos para se renovarem, para não estagnarem. As famílias tomam decisões coletivas que também repercutem no seu futuro, como as decisões de categorias profissionais ou as decisões coletivas de um País inteiro. Analistas sociais e políticos irão divergir sobre 2019, com nuances das mais variadas que indicam seu grau de conformidade ou desconformidade com o governo. Haveria alguma possibilidade de "consenso" sobre o 2019 dos brasileiros? Vamos tentar apontar alguns aspectos relevantes aqui, nessa retrospectiva. O Brasil encerra 2019 com a menor taxa de juros Selic (4,5% ao ano), apontando para a esperança de reaquecer a economia, uma tarefa que não é fácil, mas estaríamos caminhando lentamente nesse sentido. A promessa de recuperação econômica ocorre junto com a diminuição de direitos trabalhistas e previdenciários e esse governo sempre expressou esse pensamento (quer você discorde ou concorde dele) de que para haver mais empregos teria de haver menos direitos. É um paradoxo, à memória, portanto, pois na mesma equação há lamento de perdas de direitos e promessa de esperança de dias melhores para a economia do País.
Outro paradoxo é o da segurança, pois aumentou o número de pessoas mortas pelas forças de segurança (os policiais teriam matado mil pessoas a mais) mas diminuiu o número de assassinatos na sociedade como um todo (cinco mil mortes a menos), segundo as estatísticas nacionais de segurança. Uma possível explicação é que a maior violência policial inibiu o crime, um efeito paradoxal também. Onde só houve tragédias foi na área ambiental, num 2019 que começou com mortes e destruição do rompimento das barragens da Vale (cujos dirigentes seguem soltos), aumento das queimadas e desmatamento da Amazônia e ainda o petróleo no mar. Não esquecer destas tragédias ambientais é importante para as prevenir em 2020.
Médico, autor de Em busca da Alma do Brasil
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