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Porto Alegre, segunda-feira, 30 de dezembro de 2019.

Jornal do Comércio

Opinião

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editorial

Edição impressa de 30/12/2019. Alterada em 30/12 às 13h14min

Alta nas vendas dos shoppings reflete bom momento

Há quem não goste dos centros comerciais - os populares shopping centers -, que viraram moda desde os anos 1980, mas eles vieram para ficar. Alguns dizem que são assépticos demais e o excesso de pessoas em um mesmo local não convida às conversas, mais comuns em locais de rua, como barzinhos e pontos de comércio. No entanto, as vendas dos shopping centers do País somaram R$ 168,2 bilhões em 2019, com crescimento nominal de 7,5%, de acordo com pesquisa da Associação Brasileira de Lojistas de Shoppings (Alshop). O resultado ficou acima do esperado pela entidade, que havia previsto inicialmente alta em torno de 5% para o acumulado do ano. O resultado de 2019 também foi o maior desde 2014, de acordo com a associação.
Há quem não goste dos centros comerciais - os populares shopping centers -, que viraram moda desde os anos 1980, mas eles vieram para ficar. Alguns dizem que são assépticos demais e o excesso de pessoas em um mesmo local não convida às conversas, mais comuns em locais de rua, como barzinhos e pontos de comércio. No entanto, as vendas dos shopping centers do País somaram R$ 168,2 bilhões em 2019, com crescimento nominal de 7,5%, de acordo com pesquisa da Associação Brasileira de Lojistas de Shoppings (Alshop). O resultado ficou acima do esperado pela entidade, que havia previsto inicialmente alta em torno de 5% para o acumulado do ano. O resultado de 2019 também foi o maior desde 2014, de acordo com a associação.
O faturamento do setor durante as festas natalinas aumentou 9,5% em relação a 2018 - o indicador tem causado polêmica no varejo, uma vez que lojistas satélites contestam a elevada alta. Por outro lado, mesmo que em menor ritmo, todos concordam que as vendas subiram. O avanço do faturamento dos lojistas de shoppings foi sustentado por um conjunto de fatores, entre eles, a redução das taxas de juros, a manutenção da inflação em níveis baixos, a redução ainda que lenta do desemprego e a liberação de saques do FGTS. Porém a base de comparação é fraca, dada a demanda reprimida entre os consumidores nos anos anteriores. Mas houve vacância de 45% nos
shoppings novos há quatro anos, durante a crise. No entanto, o percentual caiu bastante, ainda segundo a Alshop. O melhor de tudo é que a previsão é a de que há uma tendência de crescimento das vendas em 2020, caso sejam mantidas as reformas na economia brasileira. A expectativa é a de que o Brasil deve ganhar 31 novos centros de compras ao longo dos próximos três anos.
Porém há algumas condicionantes para que essa boa notícia seja concretizada a partir de 2020, ou seja, se as reformas econômicas avançarem, em especial, a tributária e a administrativa. Além disso, se o ano de 2020 for bom na economia, as construções tendem a acelerar, e a previsão, dessa forma, é de que teremos de 15 a 20 inaugurações no próximo ano.
O resultado aponta possível melhora do setor, mas o número ainda é tímido em comparação com o começo da década, quando cerca de 30
shoppings eram abertos por ano no Brasil. Hoje, o País conta com 762 shopping ativos, incluindo 12 que foram inaugurados em 2019. É um alento, ainda que falte muito para a economia deslanchar. Esse é o maior desejo de todos.
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