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Porto Alegre, segunda-feira, 23 de dezembro de 2019.

Jornal do Comércio

Opinião

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editorial

Edição impressa de 23/12/2019. Alterada em 23/12 às 03h00min

Elevar Índice de Desenvolvimento Humano é preciso

Infelizmente, em meio das poucas notícias positivas que temos nos últimos meses, sempre chega alguma negativa, trazendo desalento à maioria dos brasileiros. É que o relatório do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento Humano (Pnud) indicou que o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) brasileiro ficou praticamente estagnado de 2017 a 2018. Em apenas um ano, o País caiu uma colocação quando comparado entre 190 países e territórios mapeados pela Organização das Nações Unidas (ONU).
Infelizmente, em meio das poucas notícias positivas que temos nos últimos meses, sempre chega alguma negativa, trazendo desalento à maioria dos brasileiros. É que o relatório do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento Humano (Pnud) indicou que o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) brasileiro ficou praticamente estagnado de 2017 a 2018. Em apenas um ano, o País caiu uma colocação quando comparado entre 190 países e territórios mapeados pela Organização das Nações Unidas (ONU).
O pior de tudo é que o Brasil é o país que mais perde posições no ranking mundial do IDH quando o valor é ajustado à desigualdade, ou seja, quando se leva em consideração as distorções em saúde, educação e renda. Temos, hoje, no País, 4 milhões de jovens que nem estudam, nem trabalham e 13,5 milhões de famílias que dependem do Bolsa Família para sobreviver. Dessa forma, o governo federal estuda uma reformulação para oferecer o que chamou de portas de saída aos dependentes do programa, mas sem detalhar as mudanças pretendidas.
As desigualdades sociais no País não são alguma novidade para quem tem um mínimo de senso crítico. Elas vêm desde muitas décadas, passando e sendo sacramentadas na sociedade por séculos de escravidão que sustentaram, erradamente, uma economia agrícola baseada na cana-de-açúcar e no café. Depois, com a falta de sensibilidade de muitos, erros políticos, ditaduras, lapsos na democracia, mudanças seguidas nas Constituições e sem um planejamento sério para erradicar a pobreza extrema, ficamos só aprofundando o abismo entre os que têm muito e os milhões que nada possuem.
Os governos que assumem prometem resolver o abismo social que temos. Na prática, isso não ocorre, ou ocorre com espasmos de iniciativas até corretas, mas que se perdem com o passar dos anos. Não apenas culpa de governos, mas também pela inércia de milhões que aceitam viver com um valor em dinheiro sob diversos nomes - o último dos quais é o Bolsa Família, que será reformulado, esperando-se que seja para melhor -, sem que busquem galgar postos hierarquicamente superiores em relação ao estado em que vivem.
Realçamos sempre que a educação, desde a mais tenra idade, é a base de tudo. Com disciplina, etapas, sem recuos, conseguiremos recuperar o atraso que temos, mais uma vez confirmado pelo Índice de Desenvolvimento Humano divulgado, vergonhoso. Não podemos aceitar essa situação. Todos merecem uma chance de evolução social no Brasil.
 
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