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Porto Alegre, quarta-feira, 18 de dezembro de 2019.
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Edição impressa de 18/12/2019. Alterada em 18/12 às 03h00min

Sem reformas não há futuro

Fábio Ostermann e Giuseppe Riesgo
O Rio Grande do Sul tem um encontro inadiável com as reformas. Há pelo menos 40 anos, gasta mais do que arrecada e, nos últimos quatro, sequer paga salários em dia. Chegou a hora de enfrentar o crescimento incontrolável das despesas.
O Rio Grande do Sul tem um encontro inadiável com as reformas. Há pelo menos 40 anos, gasta mais do que arrecada e, nos últimos quatro, sequer paga salários em dia. Chegou a hora de enfrentar o crescimento incontrolável das despesas.
As saídas fáceis adotadas no passado contribuíram apenas para agravar a situação financeira.
Saques de depósitos judiciais e empréstimos fomentaram a crise estrutural e a voraz dívida pública, hoje próxima dos R$ 100 bilhões, corroendo nossa capacidade de investir, inovar e melhorar a vida dos gaúchos.
Ao longo das últimas décadas, não nos preparamos para o envelhecimento da população e o previsível inchaço da folha de inativos.
Hoje, somos o Estado que mais gasta com aposentadorias.
Em 2019, faltarão R$ 12 bilhões para fechar a conta. É como se cada gaúcho tenha que desembolsar R$ 1.090 em impostos para cobrir esse rombo.
O RS também possui problemas na estrutura de remuneração dos servidores, repleta de penduricalhos, avanços temporais e uma série de outras vantagens que tornam indecifrável o contracheque do funcionalismo.
Esse modelo premia especialmente os que ganham mais, inviabiliza a modernização dos planos de carreira e compromete a capacidade fiscal do Estado. Para piorar, a despesa com a folha de pagamento bate recordes. A cada R$ 1 mil gastos pelo governo, R$ 820 vão para salários e aposentadorias, reduzindo investimentos em estradas, escolas e hospitais.
Permitir que essa despesa siga crescendo descontroladamente significa afundar ainda mais o Estado.
Manter tudo como está, como querem alguns, implica em ICMS mais alto; comida, remédios e gasolina mais caros; e servidores recebendo cada vez mais atrasado. Uma conta pesada demais para sustentar.
Todas essas questões são abordadas na reforma proposta pelo governo estadual.
É urgente corrigir distorções históricas e pavimentar o caminho para o futuro.
Contudo, para que essas mudanças aconteçam, é fundamental enfrentar corporações, rever privilégios e desatar o nó que prende nosso Estado.
O Rio Grande do Sul tem jeito, mas é preciso coragem e trabalho para resolver tantos problemas.
Deputados estaduais (Partido Novo)
 
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